Na semana em que vários segmentos da população recomeçam a receber os seus salários e pensões em escudos (embora sob a forma de euros), as "fontes" governativas decerto não deixarão de salientar diariamente os valores das taxas de juro da dívida, o novo "13 de Maio" que passa para 17 e o crescente esplendor das grandes negociatas e do financismo que o dr. Passos, recandidato a presidente do PSD, assegura ao país como desígnio milenar de grande visionário. Isto é, empobrecer a classe média "remediada", no activo ou em casa, que passa a pagar mais pelo que consome (uma vez que recebe menos) e enriquecer - por via de uma praxis anti social-democrata oportunamente denunciada na autocrítica de Vítor Gaspar - o que se move na invisibilidade não escrutinável das transacções "de" mercado. O que, segundo a sua magnífica cabecinha, fará de Portugal exclusivamente um país de "empresas" e de bancos virados "para fora" - porque não é com certeza com os mortos-vivos domésticos que elas e eles podem contar para sobreviver - e com as funções de soberania e de dignidade públicas reduzidas a uma mera caricatura. Para que o desígnio não falhe, o dr. Passos necessitaria de ter como candidato a Belém um homem timorato, uma espécie de supra Doutor Cavaco pós-Julho de 2013, em pior. Daí a ênfase colocada no "perfil" a tão nobre função ornamental na sua "moção" recheada de neo-barrosismo. Quem estará, pois, disponível para fazer esta figura anunciada e ridícula de corpo presente?
1 comentário:
Caríssimo João, excluído Marcelo da jogatina presidencialesca, restariam Durão Barroso e Santana Lopes: não fosse o primeiro recandidato natural à sua própria sucessão bruxeleira na UE ou, em alternativa, na NATO, e o segundo não estivesse feliz e contente no Largo de São Roque como milagreiro-mor dos pobrezinhos.
Sobra, portanto, como candidato presidencial governista em 2015 o incrível, o inefável, o inoxidável, o iridescente, o maravilhoso, o mirífico, o surpreendente, o transcendente, o transversal, numa palavra o irrevogável Portas-O-Paulo que já começou a abrir o caminho para a coligação férrea todo-o-terreno (europeias, legislativas e presidenciais) no mais recente congresso dos seus amigalhaços e protegidos.
A alternativa? Candidatemos a Belém a Dra. Maria Manuela Dias Ferreira Leite!!!
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