9.1.14

A dívida come-se?

A operação com a dívida pública foi um "sucesso"? Foi. Os juros pagos por ela também foram um "sucesso"? Não. O primeiro-ministro acha que os portugueses, particularmente os pensionistas, merecem uma palavra da sua parte no dia em que isto coincide com um orçamento rectificativo mais austeritário, depois de "recalibrado" e mal explicado (o cidadão médio saberá o que quer dizer "I.A.S"?)? Não. Pelo contrário, o primeiro-ministro só sabe recorrer à língua de pau do "regresso a mercado" como se as pessoas não existissem ou apenas degustassem dívida a título de pão com manteiga.

2 comentários:

Pedro disse...

Num só dia:
1. Pedem cerca 4 mil milhões de euros a 4 e muitos por cento (quando as taxas de juro estão próximas de zero). Para pagar, capital e juros, daqui a 5 anos (ai, ai...).
2. Vendem por mil milhões o negócio de seguros da CGD que representa quase um terço de toda a actividade de seguros em Portugal.
3. Aumentam os cortes sobre os reformados em 400 milhões de euros.
Lendo o (pasquim) Diário Económico, acredita-se que marcaram 3 grandes golos...

AAS disse...

A situação é tão complexa, que é quase impossível saber qual fórmula, quais políticas são as melhor possíveis. Mas já que simplificou, em resposta a sua pergunta: sim! Ou seja, sem endividamento, não ha dinheiro para pagar salários. Sem salários, muitas centenas de milhares não podem comer. Portanto, sim, come-se! E é esta simplicidade que por vezes milhões parecem não (querer?) compreender...