
Como todos os demais partidos, o Chega, ao crescer, tornou mais evidente ser o que todos os partidos tendem a ser: um aglomerado, mais ou menos monolítico, de pessoas com interesses pessoais e políticos apenas coincidentes no estritamente necessário para a conquista do poder. O poder, aqui, varia de nacional a regional e autárquico. Partidos unipessoais como o Chega sofrem mais. Sem "massa crítica" - é mais "massa bruta" como os outros são, só que em maior número -, o Chega, isto é, Ventura, não pode dar-se ao luxo de que, cá fora, se perceba que há formas de vida inteligente, lá dentro, para além da dele. Por isso, a formação de um escol partidário específico estará sempre dificultada por esta obsessão com o "one man show" hiper histriónico. Por outro lado, um partido coral-sinfónico, com um único solista, da natureza do Chega, convém ao PS e à situação em vigor. Quanto mais Ventura berrar, menos se ouvirá a outra direita que continua sem uma figura indisputável de autoridade moral e política no activo. Não que Montenegro não deva ser apoiado, como deve ser, mas o país precisa sentir outra coisa para se voltar, designadamente, para o PSD. O CDS, que acentuou a sua vertente unipessoal em Julho de 2013 e, até, no governo, acabou como acabou. Não sou dos que, à direita, excluem ou acantonam o Chega. Não é verosímil quando se trata do terceiro partido mais votado. Precisamente, é pensando nessa circunstância que Ventura deve orientar-se, e não por um narcisismo adulador e frívolo que não interessa a ninguém. Ventura tem de deixar o partido respirar.
3 comentários:
Na base de todos os problemas politicos està o regime demo-parlamentar e eleitoral, e não vai haver partido nenhum(em especial fora do dito grupo fundador do regine) por muito capaz que seja em massa critica, ignorar isso é como ignorar o elefante na sala.
Mithá Ribeiro aceitou ser nomeado, para deputado na AR, pelo partido Chega.
Daí o universo eleitoral de Mithá Ribeiro ser o 1º andar da Miguel Lupi,12.
(Como aliás todos os deputados na AR em que uns têm como universo eleitoral o Largo do Rato,2 e outros a Rua São Caetano,9... e por aí fora.)
Foram eleitos nesses respectivos círculos eleitorais, de quem dependem por assinatura contratual. Bem o sabem. Sejam honestinhos.
A outra hiótese que Mithá Ribeiro tem é juntar o número suficiente de seus parceiros deputados na AR e mudar a Lei Eleitoral... e candidatar-se, a sério, uninominalmente. Se ganhar, em seu nome, não tem a desventura de ser removido.
Isso sim, seria d'homem e constitucional...ou nem isso?.
A. Ventura e M. Ribeiro mantêm a suas relação dentro do Chega. Parabéns.
Ora aí está um bom exemplo que o Chega dá aos restante partidos e ao País.
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