
Não estou preocupado em ser "popular". Muito menos no seio de qualquer partido, incluindo o PSD. É claro que, só a circunstância de ter um novo líder depois da catástrofe Rio, bastaria para, à direita e ao centro-direita, dar um voto (até amigo) de confiança ao Luís Montenegro. No meio do solipsismo absoluto socialista, do desaparecimento do CDS e da arrogância infantil da "nova direita", pede-se mais responsabilidade política e moral ao PSD. Julgo que foi esse o sentido fundamental da intervenção do líder do partido no Algarve: ser, sem ambiguidades, e com equipa à altura, o líder da oposição. Por outro lado, a presença da única figura com autoridade política sobre a direita toda no Pontal, ajudou a esta percepção. Refiro-me a Passos Coelho, evidentemente, e a umas suas declarações lá que passaram quase despercebidas. "Portugal vai precisar, não tenho dúvida nenhuma, de um Governo diferente daquele que temos e na altura própria os portugueses irão pronunciar-se sobre isso”. Não estar na vida política activa, como ele reiterou, é uma coisa. Outra é estar do lado certo das coisas e dizê-las com a claridade e a autoridade de uma biografia. Sim, o PS herdou, nesta década, um país diferente, para melhor, e uma sociedade mais segura e afirmativa para o melhor e para o pior. Porque no "interregno" sem PS, Portugal foi tratado como um país adulto, confrontado com as suas responsabilidades, deveres e direitos, e não como um permanente jardim-escola de flores e de facilidades ilimitadas. E isso tem um nome: Pedro Passos Coelho. O PSD não pode fazer menos que honrá-lo.
5 comentários:
Olá João
Tem razão. Portugal precisa de um novo governo.
Um governo que não se sujeite aos ditames de Bruxelas.
Zéd Onofre
Precisa de mudança de regime, os partidos e os políticos desgovernam Portugal, nenhum até hoje criou riqueza, nenhum.
Nenhum fez a Regionalização, nenhum conseguiu alguma vez eliminar os impostos e reduzir a máquina do Estado, ouviu falar job boys para cada governo ps, psd, cds e be.
Não vale a pena.
João Felgar
Sobretudo de um governo que não promova a regionalização mais ou menos encapotada.
Nenhum deles cumpre a Palavra e já temos em Portugal 48% da população que não vota e fora abstenção no ato das eleições.
O Povo já viu que não vale a pena, são todos iguais, o próximo governo, tem que ser noutro sistema muito diferente da Republica, sem partidos, sem politicos e a pensar no bem estar do povo, mais nada.
João Felgar
É hora.
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