
«Salazar é um pensador e até um autor de textos marcadamente literários. Os seus discursos são peças de rigor e podem figurar em qualquer antologia de literatura. Já é tempo de deixarmos os mortos aos mortos e tratar de os integrar no seu tempo. Sabemos, como dizia Zweig no seu belíssimo O Mundo em que Vivi, que "é mil vezes mais fácil reconstruir os factos de uma época do que a sua atmosfera emocional". Deixar de lado a apologia e a catilinária anti-salazarista, deixar Salazar morrer como homem, eis o melhor caminho para lhe apreender o espírito e estudá-lo enquanto um dos mais importantes marcos da cultura política (e literária) portuguesa do século XX. Só os patetas, os facciosos, os labregos do espírito o não querem ver.»
Miguel Castelo-Branco, Combustões (a propósito do lançamento, em França, do livro da foto)
3 comentários:
Here, here, Miguel!
Segundo certas pessoas, de grande espírito e cultas, nesse período da vida nacional ele era o detentor único da inteligência.
Isto explica porque os resultados foram o que foram ! não sobrou mais nenhuma inteligência para os outros ....
O que dizam que havia "paletes" de revelações literárias na gaveta, aguardando o fim da censura, enganaram-se. Afinal não havia nada. Salazar era melhor que todos eles juntos.
Enviar um comentário