14.4.12

Inafundáveis?


A crónica do Pedro Mexia no suplemento Actual do Expresso alude à passagem do centenário do naufrágio do Titanic. "Inafundável", dizia-se do paquete. A conclusão do texto é mais ou menos óbvia e serve tanto para navios como para outra coisa qualquer. «Afundado por erro humano, não por castigo divino, afundado por imprevidência, afundado porque os navios se afundam, isso também o sabemos nós, cem anos depois, que vimos à luz do dia e em águas aprazíveis o "Costa Concordia" a afundar-se e soubemos que uma das sobreviventes do "Concordia" é sobrinha-neta de uma vítima do "Titanic", somos ainda náufragos e espectadores de naufrágios, mas não dizemos tão facilmente a palavra "inafundável."»

5 comentários:

Vortex disse...

o que actualmente se afunda chama-se europa
tem como comandantes politicos de todos os socialismos.

merdelim disse...

Se um dia lhe disserem que o seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se que a Arca de Noé foi construída por amadores.
E que foram uns profissionais quem construiu o Titanic.

Anónimo disse...

O nosso naufrágio como nação sem juízo é particularmente rico. De uma só empresa de selecção de pessoal saiu a tripulação que o afundou, o comandante que o abandonou e todos os que, tendo ajudado a afundá-lo, fazendo, calando ou fechando os olhos enquanto agitavam bandeirinhas ao país a pique, aparecem agora nos jornais e nas TVs com as suas homilias e caras de abade, apontando causas, causadores, prevaricações e até, pasme-se, soluções. Até há uns que parecem estar a emitir mensagens, como quem está mesmo à espera que o povo se revolte todo nas ruas, contra a "situação". Não tenho medo nenhum do naufrágio. Medo tenho, é destas tripulações que nunca vão ao fundo com o navio e ficam sempre a boiar pelos bolsos, à espera de outra embarcação que os acolha. Se calhar era por causa disto que o Guterres queria comprar quatro submarinos.

Desconhecido ALfacinha disse...

Depois do Post há quase um mês no União de Facto (Típico de quem o escreveu alias), hoje honras de cabeçalho no "Vespa" do DN. Era espectavel...

Poderei nem sempre gostar ou concordar mas sempre defenderei o direito da sua liberdade de continuar a escrever o que e como escreve.

fado alexandrino disse...

Peço desculpa, não vou comentar o post nem o artigo de Mexia.
Queria só lastimar-me que no ATUAL (olhe que é assim João Gonçalves)continuem a abater árvores para dar espaço a nulidades que sem aviso nos aparecem depois de lermos este e outros(as).
E como estou de embalo quase que custa a acreditar que a Revista se tenha transformado no que é actualmente agora.
É isto, obrigado.