4.4.12

Amanhã há sol e vida



Na imagem está a praia da Galé. Lá mais adiante, por trás da casa à direita na foto, estende-se parte da Quinta dos Salgados e as suas construções-fantasma aparentemente por ocupar. Entre o areal e essas construções há uma zona preservada, com passagens de madeira, limpa e adequada a longos passeios a pé. Está vento mas, ao fim de dois dias de umas curtíssimas "férias", há algum sol. Aprendi com Francisco Sousa Tavares (que, por sua vez, a aprendeu com ciganos) uma frase que me ampara em permanência há muitos anos - amanhã há sol e vida. Hoje, no meu passeio solitário ao sol vago do Sul, lembrei-me de Diógenes, despido, só e metido na sua baiúca insignificante nas ruas da velha Atenas a apanhar a luz solar. Um dia apareceu-lhe Alexandre, o Grande, para lhe perguntar por que estava assim e o que é que o Imperador poderia fazer por ele. Diógenes limitou-se a afastá-lo com a mão porque lhe fazia sombra. Alexandre incomodou-se com a ousadia. "Não me tires o que não me podes dar", explicou o grande Cínico ao então dono do mundo. Amanhã há sol e vida.

2 comentários:

Vortex disse...

O PIOR É A SITUAÇÃO AGRÍCOLA COM A FALTA DE CHUVA

Valdemar Rodrigues disse...

Soberbo! Cuidado por isso com as medidas governamentais de "luta contra o aquecimento global". Diógenes diria hoje também "Não me tributes por usufruir daquilo que não me podes dar".