Por sua vez, na sicn, o engenheiro Carlos Moedas explicou muito bem o que se pretende com o novo regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais: melhor integração do regime no sistema de direitos, liberdades e garantias fixado na Constituição - em especial, com a liberdade de profissão - e, por outro, o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Estado Português no Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica; regras claras sobre o acesso e o exercício de profissões reguladas por associações públicas profissionais no que diz respeito, por exemplo, à livre prestação de serviços, à liberdade de estabelecimento, a reservas de actividade, a estágios profissionais, a regimes de incompatibilidades e impedimentos, a publicidade, à carteira profissional europeia e à disponibilização generalizada de informação relevante sobre os profissionais e sobre as respectivas sociedades. Num país inchado de corporativismo e de "capelismo", é um bom passo em frente.
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