Aparentemente a Grécia decidiu deslaçar, em modo soberano, o pastelão político que reina por toda a "Europa". Dá vontade de rir, se não fosse revelador da pobreza de espírito doméstica, ler nos rodapés nas nossas queridas televisões (a que só acedem os tudólogos maioritariamente nulos do costume) "o partido da extrema-esquerda Syriza ganha...". Se ganhou com cerca de 40% dos votos, quer dizer que não foi a extrema-esquerda que açambarcou o escrutínio. O "povo" usou o Syriza para "mudar" o "grande centrão" do falecido PASOK e do sr. Samaras. Por cá ainda só estamos habituados a "trocar" de partidos e não exactamente a "mudar". É claro que quem por aí se reclama da irmandade com o Syriza, tipo o Bloco e mais meia dúzia de almas penadas, vai ter uma enorme desilusão. Até o PS do dr. Costa, desprovido de ideias e de iniciativa, se "colou" a esta vitória anunciada quando o seu homólogo grego roça uns patéticos seis por cento. O "sentido" deste resultado não é apropriável por quem é ou foi complacente, na periferia, com a "Europa" da oligarquia dos "conselhos europeus" indecisos Tão mais indecisos quanto prometiam "decisões" que mais não eram, e são, uma espécie de "nep's" da tropa para aplicação acrítica por "inferiores".

1 comentário:
Ver a historia por detras da chegada de Siryza ao poder:
http://www.theguardian.com/world/2015/jan/28/greek-people-wrote-history-how-syriza-rose-to-power
Nao acontece por acaso ou por simples 'desejo'. Acontece com organizacao e comprometimento. Coisa que falta a rodos a todos os pasteloes que saem a correr a reclamar ser 'semelhantes' para marcar pontos no telejornal do dia.
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