29.1.15

A "formiga" e a "cigarra"


 


No final do conselho de ministros doméstico, o dr. Marques Guedes - um homem afável, trabalhador e generosamente imaturo enquanto político - recorreu à famosa fábula para falar de nós e da Grécia. Segundo o ministro da presidência, Portugal seria a "formiga" e a Grécia uma "cigarra". Ninguém tem, ou deixa de ter, de louvar-se nos resultados das eleições gregas seja a título de mimetismos inaplicáveis, seja porque apenas concebe a "Europa" enquanto "tratado orçamental" e pouco mais. Mas, no mínimo, pode esforçar-se por tentar entender o que se passou. Por outro lado, um módico de cultura democrática manda que se respeite sufrágios mesmo quando, a final, não nos agradam. Todavia, e até agora, o governo de Portugal não tem feito outra coisa pela boca dos seus mais elevados dignitários do que apoucar o seu homólogo helénico. Não lhe dá, sequer (o que é ainda mais ridículo vindo de onde vem), o benefício da dúvida. O dr. Marques Guedes devia estar "embalado" pelas redução, em décimas anãs, das estatísticas do desemprego onde a sua formosa "formiga" ainda tem muito caminho pela frente. Porque a "notícia" continua a ser um patamar de quase 700 mil desempregados e um aumento do desemprego entre os mais jovens. Em matéria de insectos, rastejantes, estamos conversados.

3 comentários:

Pedro disse...

Formigas e cigarras?! Isso não existe, é um conto de crianças.

comentador disse...





Os comentadores perdem imenso tempo com tretas e a comentar as tretas dos outros . Até eu perco tempo a ler as tretas dos outros .Como sair disto não sei

pedro almeida disse...

Parabéns pelo artigo de hoje no Jornal de Notícias!