
O Doutor Cavaco foi dos primeiros a felicitar o "bola de ouro". Marcelo antecipou-se e esteve na casa do jogador, em Madrid, onde almoçou na semana passada e aparentemente o terá entrevistado. Não percebi bem para quê no meio da última salganhada dominical: Marcelo não podia falar de política e o futebolista não podia falar de futebol. Terão falado de quê, da sobremesa? Santana Lopes, no Facebook, sentiu-se "orgulhoso" tratando o rapaz por "tu". O primeiro é PR e os outros aspiram a poder aspirar a ser. O Doutor Cavaco é selectivo nas suas "felicitações" as quais costumam ser distribuídas ou não, como as prebendas, em função de velhos "amores" ou "ódios" de estimação. Marcelo e Santana jogam na ambiguidade mediática que os constitui enquanto agentes político-comunicacionais, "chegando-se à frente" sempre que podem. A apropriação doméstica de Ronaldo, em que estes são meros episódios elucidativos (e ainda falta a "chave da cidade" do dr. Costa), evidencia a carência simbólica em que pastamos. Ronaldo, em determinado sentido, representa tudo o que gostaríamos de ser. Os outros - Cavaco, Marcelo, Santana ou Costa - são o que nós somos.
3 comentários:
Se o CR7 fosse a votos, tínhamos a família Aveiro em Belém. Ou seja, mais do mesmo.
Je ne suis pas Ronaldo et aussi je ne suis pas Cavaco, Marcelo, Santana
não sei se, e tenho dúvidas que, a apropriação doméstica de "heróis" seja o defeito nacional
CR7 a Presidente da Républica...
O que sei é que com a história da bola de Ouro, durante esta semana tudo o resto passou para segundo plano e qualquer assunto económico e/ou político passou entre os pingos da chuva!
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