16.1.15

O aborto


 


O pouco que vi, ouvi e li sobre a "paz social" que o governo teria estabelecido com sindicatos da TAP que representam cerca de 30% dos seu trabalhadores - e que deixou eufóricos Sérgio Monteiro e Pires de Lima, para meu espanto em relação ao primeiro já que do segundo pouco há a esperar -, relativamente ao "caderno de encargos" da privatização, revelaram-me um aborto jurídico, social e político. Qual será o tótó disponível para "comprar" uma coisa nas condicionantes absurdas anunciadas pelo governo? E quem terá sido o brincalhão que "aconselhou" o governo a fazer esta figura? Que pobreza de país, afinal, é este?

2 comentários:

FADO ALEXANDRINO disse...

E se este caderno tivesse sido feito propositadamente para ninguém aparecer para a privatização e o Governo dizer que lavou dali as suas (deles) mãos?
E depois (já estou a delirar) proceder a um despedimento colectivo e reabrir no dia seguinte, com quem quisesse trabalhar com contrato individual de trabalho?

Blanche disse...

A urgencia que o governo mostra na privatização da TAP terá apenas a ver com a colheita das inevitáveis "contrapartidas", pessoais e partidárias, a colher antes que o circo arda? Bem vistas as coisas, seria um desperdício ser o PS a embolsar as certamente generosas fatias que serão distribuidas...