7.1.13

Um "modo" certo

Já uma vez escrevi aqui que a história do regime, de certa forma, "prova" que o "modo anti-PR" não costuma colher grandes frutos. Mais. Quando se insiste nele, o PR tende a ganhar. Foi assim com Eanes, com Soares, com Sampaio e com Cavaco. Há pessoas que "cresceram" neste "modo" mas, aparentemente, a realidade não lhes ensinou nada. O sistema político-constitucional português, no essencial concebido pelos adeptos do "modo anti-PR", está a funcionar pelo que não têm por que se queixar. O Presidente, aliás, está onde lhe compete estar. Como deixou claro no discurso proferido por ocasião do 40ª aniversário do semanário Expresso. «Temos sido, ao longo destes anos, um protagonista activo na construção e aprofundamento da União Europeia. Uma União que tem no mercado único e no euro as suas traves mestras. O euro, que Portugal adoptou desde o seu lançamento e que há 11 anos substituiu o escudo, representa a vanguarda da integração europeia. Um eventual fracasso da zona euro teria consequências desastrosas para a Europa: designadamente, poria em causa o próprio mercado interno, faria recrudescer nacionalismos arcaicos e enfraqueceria o papel dos Estados europeus na cena internacional. A sustentabilidade do euro exige, sem dúvida, uma União Económica e Monetária capaz de responder aos desafios que tem pela frente. Mas as prioridades da agenda europeia não se esgotam no euro. O aprofundamento da União Orçamental e a construção de uma União Bancária devem ir de par com o efectivo reforço do Mercado Único – com destaque, desde logo, para o sector energético – e com uma agenda claramente orientada para o crescimento económico e para a criação de emprego. A União deve apoiar os Estados na reestruturação das suas economias. Retomar os caminhos de reindustrialização, como agora é defendido por alguns Estados, entre os quais Portugal, é opção que deve ser encorajada. A União Europeia passou a ser, também ela, uma importante plataforma para o relacionamento de Portugal com o resto do Mundo. A opção pela integração europeia e a aposta no reforço dos laços com outros Estados não são opções alternativas nem, muito menos, conflituantes. São antes opções que convergem e interagem. Em particular, quanto melhor for o nosso desempenho europeu, maior projecção teremos globalmente.» Um "modo" certo.

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