
Lido no Facebook: «» Há quem chame a isto uma "medida estrutural" e consiga descortinar no gesto de cada português que pede factura um tremelicante delíquio rotineiro de "modernidade". Que tal andar de vez em quando por aí à cata da realidade?
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado

Lido no Facebook: «Esta invenção da factura obrigatória – “quer com número de contribuinte ou sem?” – ameaça tornar-se a trapalhada mais parva do ano: estive dez minutos numa fila para pagar um café numa pastelaria, enquanto ouvia clientes a debitarem números e um caixa à procura de nomes no ecrã - “já tá cá registada, deixe lá ver... Maria Ana, Maria Bela, Maria da Cruz, Maria do Rosário, vou encontrá-la, Dona Maria Santana...”. Dez minutos depois, encontrou. Lá saiu uma factura de 2,25 euros.» Há quem chame a isto uma "medida estrutural" e consiga descortinar no gesto de cada português que pede factura um tremelicante delíquio rotineiro de "modernidade". Que tal andar de vez em quando por aí à cata da realidade?
5 comentários:
Portugueses têm um gosto especial para complicar o que é fácil.
A factura é obrigatória de emissão, o cliente só fica à espera se a quiser guardar.
Óbvio que por um café não vale a pena, mas por um almoço já vale.
De um de Janeiro comecei a pedir todas as que me interessam e já as registei no sítio competente.
Por (cálculos meus) 60% da restauração não declarar as vendas é que os outros 40% se lixam.
Até estive para mudar os números para o princípio de Pareto
Daniel Bessa - que não é propriamente um heterodoxo - há dias denotou na televisão a irrelevância do exercício. Mas como vivemos aparentemente num país livre, chacun à son goût.
faz lembrar o "O papel! O papel?! Que papel? O papel..."
Portugal, no seu melhor...
http://jornalismoassim.blogspot.pt
Pois é, quando andamos «à cata da realidade» encontramos situações curiosas, como o facto de muitos milhares de empresários (pequenos, médios e grandes) estarem habituados a omitirem a passagem de fatura, com efeitos diretos na cobrança do IVA. Essa e outras interessantes «realidades» deste Portugal bisonho e mesquinho, interesseiro e espertalhão, que troça dos que procuram cumprir os seus deveres cívicos, é que nos trouxeram ao buraco em que nos afundámos e donde não sei se conseguiremos sair. Se os portugueses não mudarem, o país não muda.
Escreve-se «faCtura» e direCtos».
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