A "sociedade civil" - esse fantástico enunciado da filosofia política que serve para tudo e para nada - começou hoje aparentemente a ser "ouvida" no Palácio Foz, aos Restauradores, em Lisboa. A comunicação social não tem acesso à antiga sala de conferências do SNI, salvo na abertura e no encerramento dos debates sobre a "reforma do Estado". Quando me perguntaram a opinião sobre este exercício*, manifestei-a em sede e em tempo próprios os quais, manifestamente, não são os deste blogue. Se agora trago o assunto à colação é porque não descortino motivos para a remoção dos jornalistas quando, justamente, se está a "ouvir" a "sociedade civil". Pelo que li, nada do que se disser lá dentro pode ser reproduzido sem a "devida autorização" ou, quando muito, só através do «envio, ao final do dia, de um resumo de um minuto e meio de imagens com som». Não gosto nada de ver os "meus" assombrados pelo respeitável fantasma do SNI e a discutir "sociedade" longe dela com meia dúzia de "especialistas" (em quê? porquê aqueles e não outros?) em modo "confidencial". Mas talvez as coisas tenham de ser o que são. E que esteja tudo bem assim e não possa ser de outra maneira.
Adenda (16.1.13): O exercício é a "reforma do Estado", não é a conferência.
1 comentário:
Pois,mas o pior é que "politicamente só existe o que o público sabe que existe" (26/10/33). E nada sabendo...
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