17.1.13

Boa tarde e boa sorte


 


Alguns órgãos de comunicação social abordam o tema "RTP". Seja porque o António-Pedro Vasconcelos foi ao Parlamento criticar a emissão do segundo canal generalista da empresa a partir do Porto, seja porque existirá uma alegada "divergência" política quanto ao modelo de gestão que, julgo eu, é uma coisa distinta de assegurar um serviço público de rádio e televisão nos termos constitucionais e legais. Isto acontece porque sistematicamente (advérbio de modo a partir de "sistema") uma (a RTP) e outra (o serviço público) coisas andam associadas o que torna pelos vistos complicado "resolver" o problema do modelo de gestão (e a gestão em si), que é uma terceira coisa. Todavia, alguém que percebe mais de televisão do que eu, diz-me que os resultados são os piores de sempre a que se junta a chamada percepção pública do desempenho geral a qual, suponho, é idêntica. Ao contrário do que ainda não há muito tempo foi recomendado por quem de direito, a RTP é mais "a" notícia (e má) do que veículo delas. Por exemplo, mudar um programa de informação e de debate com a natureza do que era conduzido às segundas-feiras à noite por Fátima Campos Ferreira para o serão de domingo, é não perceber nada da "correlação de forças" dos conteúdos entre os canais generalistas. Porque serviço público é justamente conteúdos e não disputas frívolas por poderes pequeninos numa empresa, ou quanto ao seu controlo. Boa tarde e boa sorte.

1 comentário:

fado alexandrino disse...

RTP e Serviço Público são a a mesma coisa.
À pala de um o outro dá emprego a milhares de "agentes culturais" e vedetas que ganham milhões e todos têm um peso enorme na comunicação social.
E, claro, ninguém está interessado em perder a teta onde mama.
Vai ser difícil convencê-los a entrarem num programa de menos calorias.