23.4.12

Os donos

Três venerandas figuras do regime - o dr. Soares, Alegre e o coronel Lourenço - decidiram privar o país das suas incontornáveis presenças no Parlamento por ocasião dos 37 anos do "25 de Abril". Aparentemente amuaram com a democracia de quem se julgam donos. Sucede que, da última vez que o "povo" falou, precisamente em eleições livres que ditaram a actual composição parlamentar, os resultados não terão sido do agrado de algum mandarinato "anti-fascista" que as referidas criaturas imaginam representar. Pelos vistos a "casa da democracia" só é frequentável quando é nossa. Deles.

18 comentários:

C. Vidal disse...

Falso.
Não pode ser por acaso que esta é a primeira vez que tal acontece.
Os "venerandos" da A25 Abril já ali (parlamento) assistiram a tudo, todos os anos.
Este ano, não.
E não é por ataque súbito de velhice, ocorrido este ano.

Respeitinho disse...

Respeitinho, Dr. João Gonçalves. Muito respeitinho!

observador disse...

Caro João,

O 25 de Abril fez-se para que todos nós tenhamos o Direito de Amuar, e o poder exercer, e a não ser obrigado a dizer Ámen a uma qualquer coisa só porque vem dum órgão executivo, vulgo "Concelho dos Ministros", que normalmente vive num mundo cor-de-rosa só deles.
Sendo assim, é de facto uma chatice, que certas personagens "volta na volta" tenham a desfaçatez de lembrar a esses senhores ministros que existe um mundo real ..., pelo que só lamento que não amuem mais vezes.

Anónimo disse...

A melhor e mais merecida homenagem que se poderia prestar a estas três figuras seria apagar todos os posts e notícias já publicados sobre o assunto. É que tenho a impressão que é mesmo isto que eles querem. Sarna para se coçarem. De certa forma, eles sabem que até vão estar lá, nos comentários com que os senhores jornalistas nos vão tentar inundar, juntamente com perguntas do mesmo teor aos que lá discursarão, como se estivéssemos todos muito interessados e preocupados com a amplitude de efeitos devastadores que a ausência terá nas nossas vidas. Da ausência de duas destas figuras, só me preocupa a dos últimos anos, quando assistiram, impávidos e serenos, ao endividamento criminoso desta nação de que julgam ser pai, padrinho e chefe de família.

Brigada de jarretas disse...

O padrasto da democracia decidiu suspendê-la por 24 horas.
Os autores do descalabro estão do lado do povo,contra o governo dos maus.
Vão beber champanhe para a Fundação do Marocas,paga o mesmo,o povo que eles tanto adoram.

Marão disse...

Independentemente do que tenha sido o 25 de Abril, registe-se o abandono dos que fizeram boa vida á sua sombra, abandonando a celebração na hora do catastrófico balanço de que foram fatidicamente responsáveis.
Comeram-lhe a carne, roeram-lhe os ossos, e já sem carcaça vão-se quais abutres sempre a cheirar sangue fresco.
Em vez de homens de luta, renegados em fuga. Este parte, aquele parte, levam amigos também ruminando a arrotar o “depois do adeus” em grunhidos sinistros.
Ao rei da república abriram-lhe a gaveta e descobriram-lhe a careca. Um conhecido comentador que andou anos a avisar do caminho para o abismo, disse-lhe ontem que se devia ter lembrado de destroçar “quando me apelidava de pessimista e catastrofista”.
Não descartando ou diluindo a parte que lhe cabe e que para o bem ou para o mal a história não vai esquecer, aplauso para a decente, frontal e assumida postura do Partido Comunista a tal propósito.
“No entender do PCP, «nenhuma actuação de qualquer governo», presente ou passado, «por mais violadora dos valores de Abril que o seja - como há sucessivos anos o é - pode apagar ou justificar que se elimine» a «valorização e significado» do 25 de Abril.
Finalmente, não resisto á tentação de transcrever o comentário de uma leitora no DN:
“Quando o dinheirinho da CEE entrava a rodos sem que ninguém levantasse um dedinho a perguntar pela soberania do país (também a perdemos, e bem, nessa altura), quando sabia muito bem o acesso fácil ao crédito na ilusão de que se vivia muito bem em vez de se produzir, toda a gente cantava o "Grândola Vila Morena" de cravo vermelho na lapela. Agora que se está a ver a *** que foi feita durante anos e anos, já assobiam para o lado do "eu não tenho nada a ver com isto!"”

Isabel Metello disse...

Foi sempre tão evidente este peculiar sentido democrático! Mas eu até acho que a idade e o ego elefântico lhes está a tirar discernimento- a sua ausência é a anuência do falhanço que foi o sistema que montaram, com uma constituição marxista. Como tal, mais um tirito no pé, perante a marabunta alienada, depois do fiasco dos 199 km/h, que bem demonstrou o que a persona concebe por Estado e por Democracia (que, bem definida implica responsabilidade individual e Ética).
Bem, vai ser um descanso- pelo menos 3 já confirmaram a sua ausência- só falta o Otelo e as suas duas mulheres, estilo D. Flor (cravo) e os seus dois maridos. Bem, pelo menos, assume-o, já outros jogam em tantas equipas e fingem ser uns maridos exemplares!

psyh7e8 disse...

E ao menos aqui não se chama doutor ao repelente Alegre, que nunca jamais teve a hombridade de declarar "não sou doutor" quando é tratado como tal.

Respeitinho disse...

Muito respeitinho, Dr. Gonçalves. Muito respeitinho.

vaz disse...

o que é o "25 de Abril"? é diferente do 25 de Abril?

S.Guimarães disse...

Farto do choradinho destas figuras que apenas me causam náuseas, não resisto a dizer que o 25 /4, é celebrado muito a propósito de quem dele tirou vantagens, tal como estes "ilustres democratas" de primeira apanha, que se locupletaram de todas as benesses e ainda continuam a "mamar" nas tetas do Estado como se fossem as crias dessa data.
O verdadeiro povo, aquele que vive mal e sofre as agruras do dia-a-dia, já não suporta as lamentações hipócritas e enfadonhas deste tipo de gente. Está na altura de dizer a estas figuras ridículas, basta, estamos fartos, saiam de cena porque os portugueses agradecem. E se porventura quiserem emigrar como fazem muitos chefes de família, façam-nos esse favor, e não apareçam mais, o ar que respiramos ficará sem dúvida muito mais respirável.
S. Guimarães

Vortex disse...

amanhã é dia de luto pesado
siga o enterro encomendado pela esquerda

fado alexandrino disse...

Peço licença para me meter na resposta.
O "25 de Abril" foi um movimento corporativo de alguns capitães que descontentes com um decreto de Marcello Cateano que os despromovia em relação aos oficiais milicianos e que assim deixavam de lucrar com a a "Guerre Colonial" resolveram sublevar-se.
O 25 de Abril é uma data como outra qualquer, sei lá o 25 de Novembro?
Agora que já ficou a saber um bocadinho de história não conte nada a ninguém.
Esta versão é probida pelo coronel acima mencionado.

Isabel Metello disse...

ahahahahah! Só o Fado Alexandrino para acertar na mouche e me fazer rir, já depois da meia-noite, neste dia fatídico que só me dá vontade de me irritar! :) As comissões, ai as comissões sempre foram verdadeiras catapultas! Não é que eu pudesse alguma vez suportar viver em censura e autoritarismo, mas, bem vistas as coisas, mantivemo-nos na mesma, com a diferença de termos perdido tudo e mais alguma coisa e até a Dignidade como nação, tendo sido espoliados (os retornados e/ou os refugiados políticos foram por 2 x alvo do mesmo...:) por uma autêntica marabunta que tudo comeu- nem os ossos das galinhas deixaram. Agora, estão quase todos em paraísos tropicais ou parisiences. Os que cá ficaram vivem em condomínios fechados, têm motorista e guarda-costas e nem dão pela miséria pois passam por todo o lado a altas velocidades- na Av da Liberdade só dão conta das lojas de grandes marcas! Enfim...Respeitinho, esta é para si :)

Públicas virtudes,vícios privados disse...

Tendo duas mulheres,acabará inevitávelmente em cornel.

Monti disse...

E não é que tambem tem razão?
(Capitão em 74, coronel Z)

Nuno Castelo-Branco disse...

Tivesse o governo anunciado em boa hora uma farta almoçarada comemorativa, havias de vê-los todos presentes e"cravejados à maneira", de semblante radioso e sem iracundisses.

Isabel de Deus disse...

O caso seria infelizmente banal, não fosse o despudor da proclamação pública. De bigamia, o caso não tem nada nem poderia ter. Estamos, apesar de tudo, num país europeu... O cavalheiro, com o seu peculiar sentido de liberdade, assume-se apenas como um anti Sá-Carneiro. Lembram-se? Aquele homem capaz de enfrentar tudo , abdicar de tudo, em defesa da dignidade de quem amava?