8.11.14

A opção do Doutor Cavaco


 


O Doutor Cavaco concedeu uma entrevista ao Expresso. Como o Presidente é geralmente parco em palavras, li-a na diagonal para tentar perceber a "mensagem". A dos "compromissos" e dos "consensos" não podia faltar bem como a crítica à "esquizofrenia" partidária doméstica. Mas "a" mensagem vem até acompanhada de citações históricas e legais. Cavaco não tenciona repetir o gesto do seu antecessor efecuado há precisamente dez anos: dissolver o parlamento "fora" do tempo da legislatura e, consequentemente, provocar eleições antecipadas. Salvo "se" ocorrer uma "grave crise política", isto é, se a coligação implodir. Para o Presidente, quer Passos quer Costa têm cerca de um ano de "caminho das pedras" pela frente e não  é ele que tenciona retirá-las. Apenas condicona a posse de um novo governo após aquelas eleições: tem de ser maioritário o que já devia ter exigido a Sócrates em 2009. O Doutor Cavaco quer ficar para a história como o Presidente que mais empenhadamente cumpriu e respeitou a Constituição revista em 1982 que retirou ao Chefe de Estado o dever e o direito de avaliar politicamente os governos e tirar daí as devidas ilações. É uma opção. Ponto final.

1 comentário:

Inexequível de Campos disse...

lamento, camarada, mas sempre se poderá fazer um parágrafo.
É que, de Cavaco, já só vale a pena olhar para as receitas, para confirmar que têm as vinhetas.
E disse.
P.S (sem ofensa): ainda bem que avisou que há entrevista, o Expresso vai direitinho para o lixo (sem arrependimento pelos 3,20€).