3.11.14

Notícias da loucura normal

O comentador Marques Mendes parece que se ressentiu de não haver ninguém preso por causa do "caso BES". Se o consultor Marques Mendes parar cinco minutos no escritório de advogados que assessoria decerto algum colega lhe explicará porquê. Entre nós só se entra imediatamente na cadeia (isto porque presumivelmente o arguido/réu não tem dinheiro para pagar a caução) se se furtar um pacote de margarina num supermercado para fritar um ovo porque a fome aperta . Apesar de ser já aqui ao lado, em Espanha pelo menos não existe evidência de temores reverenciais com os poderosos de circunstância. Não adianta distinguir se são da política ou da finança porque andam famosamente confundidas entre desculpas atiradas para cima da "crise". O PP local, dirigido pelo atarantado Rajoy,  acabará o seu mandato a meias na Moncloa e em prisões. E uma coisa chamada "Podemos" relega o "arco" local para segundos e terceiros lugares nas sondagens. Por cá só "podemos", e reflexivamente, com f. Ainda hoje o fatal Barroso foi parabenizado com uma venera das altas por ter sido presidente da CE com o sucesso que se conhece. A paloncice começou logo em 2004, com Sampaio, que viu na deserção do então primeiro-ministro uma "honra nacional" o que diz bem do que passa por aí por "honra nacional". Dez anos depois, o Doutor Cavaco consumou a "honraria" e Barroso viu no exercício, passo a citar, "o reconhecimento do país" pela justeza da sua deserção. Com o devido respeito, talvez o Doutor Cavaco veja mas, decerto, a maior parte dos portugueses não. Estou-me nas tintas para o dr. Barroso tal qual ele esteve quando se marimbou no país e no governo para que fora eleito chefe para ir tratar da vida dele. Em bom espanhol, joder.

1 comentário:

Anónimo disse...

O que Sampaio viu na deserção foi sócrates.