
Nas jornadas parlamentares da maioria, a ministra da justiça interveio e, a propósito do "caso Citius", deixou no ar (dando-se, aliás, ares de "mistério" próprio de um trailer da FOX ) a sugestão de uma alegada sabotagem do sistema. Tal perturbação, veio-se a saber depois, envolveria duas pessoas ("informáticos") da PJ em comissão de serviço na justiça. De imediato foram devolvidos à procedência e, de uma certidão do inquérito administrativo, instaurou-se outro na PGR para averiguar da perpetração de algum crime. Foi entretanto arquivado porque o Ministério Público não encontrou evidência dele. Funcionou a separação de poderes - político, administrativo e de prossecução da acção penal - tão, e bem, cara à dra. Teixeira da Cruz como ainda as suas recentes declarações sobre o "caso Timor" provaram. Os "informáticos" já tiveram a sua parte com a cessação das suas comissões de serviço. A PGR fez a sua. A ministra não tem nada a dizer?
6 comentários:
Tenho a certeza que em toda a PGR não há ninguém que perceba suficientemente de informática para analisar o que um "hacker" pode fazer.
O mais que saberão é mexer nos smartphone que lhe estão atribuídos.
Caríssimo João, a Dra. Teixeira da Cruz há muito que deveria ter apresentado o seu pedido de exoneração ao nosso Primeiro-Sinistro Adamastor-Alforreca; nem adianta relembrar a demissão do seu antigo Chefe de Gabinete a propósito da respectiva profecia sobre o anunciado desastre do "Citius" antes da presente "Tecnoforma" judiciária, nem o serôdio ensaio canhestro de descoberta inquisitória de dois «bodes expiatórios» na figura de outros tantos dirigentes intermédios do mamute IGFEJ, I.P., oriundos da PJ e que (à atenção do comentador «Fado Alexandrino») não são especialistas de informática, nem muito menos consultores técnicos da empresa de software contratada pelo MJ para reinstalar a aplicação bloqueada...
já agora, supondo que "
Obrigado.
Não sei.
Só sei que trabalhei 30 anos em informática e desde destruir um backup fisicamente sem qualquer culpa a provocar uma avaria em hardware sem qualquer culpa também, tudo é possível.
Agora outra coisa.
É inadmissível que se tenha deixado avançar o processo sem ter feito uma ou duas simulações para garantir a integridade das transferência.
Com amadores destes a superintender qualquer criança podia sabotar aquilo com um fósforo.
No meu caso tínhamos simulações de destruição total com regularidade.
Todas davam sempre erradas, o que era positivo, para corrigir erros.
Curioso, Alexandrino, mas tb eu trabalho em informatica, vai para 25 anos.
Assim sendo, estamos ambos familiarizados com os processos e metodos correctos, para levar uma migração destas avante.
E mesmo á distancia, sem conhecer os detalhes, será provavelmente facil, para qualquer um de nós, e á luz do caos que se viveu....facilmente concluirmos que o processo só pode ter sido mal conduzido.
Sabemos que erros e falhas acontecem sempre (ocasionais ou intencionais, de momento pouco importa)...pelo que em sistemas 24/7 é pratica obrigatoria existirem planos de contingencias, sistemas de redundancias, etc, etc, etc....
...e o que vimos, de fora, é que nada disso existiu - planos de contingencia - ou se existiam só podem ter falhado - comprovando-se mais ouma vez a fragilidade da gestão da coisa.
De tudo isto, tentar extrapolar para 2 sabotadores....é demasiado pequenino para a dimensão do problema.
É só isto que está gritantemente á vista de qualquer informatico com o minimo de experiencia - as coisas foram mal definidas e subsequentemente deu no que deu.
Se algum tecnico ligou mal a ficha, ou trocou o ponto-e-virgula por umas reticencias....isso é apenas algo que sempre faz parte da equação. E é para mitigar estas ocorrencias que se fazem planos e se estabelecem processos - e foi aqui , ao nivel da definição e gestão da coisa...que esteve o grande problema e de onde surgiram as graves consequencias.
Assacar este cenário a 2 tecnicos, e deixar de fora os decisores e gestores...enfim, é apenas o costume e este sim o "fado" que nos tolhe o futuro.
,o)
Obrigado.
Concordo a 100% e tenho pena que a Ministra (pessoa muito estimável) não se tenha rodeado de alguém que soubesse e fosse leal.
Provavelmente a pressa, como de costume, foi má conselheira.
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