
Poiares Maduro - que costuma fazer, no governo, o papel que o coro desempenhava na tragédia grega - já veio dizer a costumeira banalidade (também "clássica") do "à justiça o que é da justiça" para justificar a continuação dos "vistos" do dr. Portas. De facto, os "vistos" são uma criação política aparentemente consensual no "arco da governação": o dr. Costa, naquele estilo gongórico e incomprometido que o caracterizará daqui até eleições, afirmou no seu cantinho da sicn que não estava em causa a "bondade" da ideia. Sucede que está. Não basta avaliar em sede própria as consequências aparentemente retorcidas da sua aplicação mas igualmente avaliar politicamente todo o "programa de festas" associado aos "vistos". O quadro acima, ontem publicado no Expresso, merece ser auditado com atenção e os "vistos" até agora concedidos vasculhados um a um. Só depois disso é que se pode falar na continuação de um "programa" que, quer queiram quer não, ficou inquinado.
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