Toda a epopeia da família cabe aqui
um avô galego chegado a Portugal rapazinho
outro de ao pé de Aveiro que se meteu
num barco para S. Tomé a fazer cacau
de filhos seus nasci
com este pouco de inútil fantasia
nutrida em solidões nas que me vejo
nu como um bacorinho na pocilga
e como ele indefeso e porém quis
mesmo assim ser mais que o animal
no tutano dos ossos pressentido
não peço nada usai o meu nome
se vos praz lembrai-me
o que for costume
mas livrai-vos do luxo e da soberba
1 comentário:
Toda a epopeia da família aqui se lava
no Portugal rapazinho avô galego chega
outro de ao pé de Aveiro que se pega
a fazer cacau a golpes de trava
nos desterrados de s.tomé negros
que funcionam bem com tais chamegos
de filhos seus nasceu
com este pouco de inútil fantasia
e ao que parece inda não morreu
nem a poética veia lhe deu azia
e chama então a isto poesia
nutrida em solidões nas que te vejo
poderias talvez pôr um poejo
no nu bacorinho da literata pocilga
no tutano dos ossos snob pressentido
não peço nada usai o meu nome....
que acaso dá não rima com fome
se vos praz lembrai-me do que me esqueci
o que for costume neste curtume
mas livrai-vos do luxo e da soberba....que eu bacorinho nu com eles fico
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