O país foi invadido - alguma vez deixou de o ser? - pelo registo "conversa de barbeiro" (a expressão é de António-Pedro Vasconcelos, insuspeito para o caso) particularmente desenvolvido pela opinião que se publica. E a "conversa de barbeiro" passa como "factos". E é ver, com alguma pena, associados analfabetos simples e funcionais, imbecis superficiais e profundos e pessoas simplesmente inteligentes. Escuso de nomear porque há exemplos para todos os gostos e desgostos a debitar, com pseudo-profundidade e "conhecimento" (não sabem nada de nada), sobre não assuntos ou vitelinhos sagrados alegadamente imolados no altar da perversidade humana que é sempre dos outros e nunca deles. No fundo, este post de "os comediantes" resume o essencial. Quando Jorge de Sena soube da morte de Delfim Santos, comentou: «mais um a morrer de frustação portuguesa». Morre-se dela todos os dias.
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