11.5.15

Nem um chavo


 


As afirmações deste geronte político-sistémico teriam graça se não tivessem, como não têm, graça alguma. Não tanto pelo que ele diz - que não possui a menor relevância cósmica - mas por ser ele a dizê-lo. Catroga, nos idos de 90 do século passado, foi um bom ministro das finanças num momento de crise. Sem as precauções tomadas aí, o seu sucessor, Sousa Franco, não teria tido as condições para as "flores" a que se entregou a "nova maioria" de Guterres. Entretanto Catroga foi, como se costuma dizer, ficando pelo regime através das suas ligações empresariais e da sua amizade acrisolada pelo Doutor Cavaco. Passos, deslumbrado por figuras destas e para dar alguma respeitabilidade às negociações do memorando de 2011, foi buscá-lo. No fim reclamou para o PSD a "parte boa" do acordado com a troika. Nesta conversa, no entanto, desfez tudo isso, Gaspar e Maria Luís incluídos. "Puxa" o PS, ou empurra-se a ele próprio conforme as perspectivas, para aquilo que chama de "centrão político" que é de onde contempla o nosso pequenino mundo político a partir da edp. Basta atentar no pelotão de bonzos que brota da sua excelsa cabeça como putativos candidatos presidenciais. Catroga faz parte de uma trupe que só costuma fazer "coligações" entre ela. Não interessa um chavo à coligação.

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