
Deixado à solta, entre queijos em Aguiar da Beira, o dr. Passos Coelho reparou a meio do seu desastrado improviso na presença da veneranda figura do dr. Dias Loureiro, o "Manel" como é carinhosamente tratado pelos íntimos. E vai daí apresentou-o como o "empresário exemplar" que levou a bem-aventurança do empreendedorismo nacional aos locais mais remotos do mundo. Um pilar na "exigência" e no "método". O dr. Loureiro, convém recordar, ajudou a fazer e a desfazer algumas lideranças do PSD até passar directamente das actividades partidárias e governativas para os negócios. Criou, como Jorge Coelho, um dos tais "íntimos", a aura senatorial uma vez que o regime, nessa matéria, não é de grandes exigências. O Doutor Cavaco até o conduziu aos altares do Conselho de Estado sem se rir. O eng. Sócrates viu uma sua hagiografia ser apresentada por ele. E um governo, o de Santana Lopes, foi praticamente formado pelo dr. Loureiro em Monsanto. É claro que, pelo meio, houve uma coisinha sem importância, o BPN, o banco do "centrão" em que o dr. Loureiro desempenhou o seu papel como pôde. Nunca mais o vimos, nem sequer nos lembrávamos dele, até este extraordinário louvor público do dr. Passos. Não valia a pena.
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