
É hoje lançada a segunda hagiografia do dr. Passos com um título assaz idiota. Não tenciono ler. Parece, pelas "notícias", que o que interessa nela é a revelação de algumas peripécias do famoso mês de Julho de 2013. Isto é, interessa ao dr. Passos lavar a alma publicamente em relação ao comportamento do dr. Portas nessa altura. Faz bem. O dr. Portas, por interpostas pessoas aqui e ali, sempre que pode recorre ao seu alter ego jornalístico para "deixar" cair umas farpas sobre o parceiro de coligação. Faz a parte dele. Continuo a dizer que a "história" desses dias ainda não está totalmente contada. As pessoas apreciam novelas e telenovelas e não é por estas historietas de vão de escada que irão votar ou deixar de votar na coligação. Até porque uma coligação não configura uma confraria de amigos ou uma reunião de escuteiros: os envolvidos não têm de estimar-se entre si para prosseguir um objectivo político comum e meramente pragmático. A "esquerda" não tem o monopólio da dialéctica.
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