28.2.13

Sinais de decomposição

«A decomposição política não se fica por Itália: ela alastra por todo o continente europeu, dando forma a transformações de fundo que nos aproximam - se nada for feito - do desastre. Há pois lições a tirar, com urgência e lucidez, do impasse italiano. Até porque, como dizia o general Douglas Mac-Arthur, todas as grandes derrotas se podem resumir a duas palavras: tarde demais.»


 


Manuel Maria Carrilho, DN

1 comentário:

Carlos Vargas disse...

VÃO TOMAR NO VIEGAS

Comemora-se por estes dias o ciclo operático da chamada sétima avaliação. Um ciclo de sete-avaliações-sete , assinadas pelos mesmos magos do guinhol , com banqueta montada em Washington-Frankfurt-Bruxelas . Três capitais do glamour burocrático que lidas em conjunto lembram uma embalagem de perfume da moda. De facto, a tríade que nos avalia começou por por o país a cheirar umas caixas de rapé fora de prazo, sobrantes das antigas campanhas latino-americanas e asiáticas do FMI/Banco Mundial. Em mui generosa alternativa, com a amável colaboração de Frankfurt e Bruxelas, optou a tríade por servir a Portugal uma fragrância mais "europeia": uma lavanda de Badajoz infecto-contagiosa cuja inalação causou à economia do país uma enorme tontura, seguida de náuseas. Uma autêntica síndrome de Menière , agravada pelo facto não despiciendo de vários mestres feiticeiros se recusarem terminantemente a mudar de mezinha. É aí que estamos, hoje. Adivinha-se que mais do mesmo irão servir-nos sob a capa etérea de uns "pequenos ajustamentos ao memorando". Depois do sétimo selo de incompetência que se avizinha. resta-me, mui respeitosamente, recomendar que vão tomar no Viegas. Muito obrigado.