27.2.13

«Não abandono a Cruz»


 


«Não abandono a Cruz», disse Bento XVI esta manhã no Vaticano. Nem podia. A Igreja não pode entregar-se nas mãos da "ideologia banal" que traz a necedade muito contentinha um pouco por todo o lado no exercício dos pequenos e dos grandes "poderes". Em 1996, o Cardeal Ratzinger frisava que "é necessária a oposição à ideologia banal que domina o mundo e que a Igreja pode ser moderna, precisamente quando é antimoderna, ao opor-se ao que todos dizem. À Igreja cabe um papel de contradição profética e tem de ter a coragem para isso. É precisamente a coragem da verdade que, na realidade, é a sua grande força." Mais adiante, ainda em O Sal da Terra, e citando Goethe, referiu que "a História é, no seu todo, uma luta entre a fé e a incredulidade." Não, uma pessoa assim não abandona a Cruz e segue Paulo: «quanto a ti, sê sóbrio em tudo, suporta o sofrimento, faz o trabalho de um anunciador do Evangelho, realiza plenamente o teu ministério.»

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