
Os Bórgias domésticos, "civis" e "religiosos", investem agora contra D. Carlos Azevedo precisamente no momento em que se discute a sucessão do Papa - e onde o Cardeal Ravasi, com quem o bispo português trabalha directamente no Vaticano, surge como um possível sucessor de Raztinger - e de Policarpo cá na paróquia. Entretanto gente da Igreja doméstica presta-se ao papel de divulgadores de "rumores" e de conversas de porteiras o que, em certa medida, a define. Não há coincidências.
Adendas (deixadas no Facebook):
O bispo Torgal é uma catástrofe ambulante que me penaliza intelectualmente enquanto católico. A raiar a falta de vergonha.
A Constança Cunha e Sá, na tvi24 - a sicn não se pode ver por causa do pelotão de "intelectuais" que deve desfilar por causa da bola -, analisou adequadamente o comportamento mesquinho da Igreja portuguesa face a um dos seus bispos mais eminentes. Depois admirem-se que a religião seja cada vez mais vivida privadamente. Para hipócritas, temos que chegue na nossa "vida material".
5 comentários:
Vai ser lindo de ver!A luta já começou e VAI SER MUITO, MUITO FEIA!Até já o energúmeno do Januário meteu a colher onde não é chamado para ajudar à festa.Depois queixem-se que as pessoas deixaram de frequentar as Igrejas e de falar com os padres e passaram a ir aos Templos e outros locais de duvidosa proveniência que só servem para enriquecer os respectivos promotores. "O tempora, o mores"!
Matéria humana,demasiado humana,uns e outros.Enquanto não o reconhecerem dilacerar-se-ão em tricas e intrigas jamais esclarecidas e dissipadas.
Estou abismado com este assunto do bispo D. Carlos Azevedo (sendo certo que o “meu” candidato a patriarca é, desde há muito, D. Manuel Clemente).
Se a questão, de per si, é muito delicada e a todos penaliza (mais como uma questão interna e disciplinar da Igreja do que como questão criminal que nem sequer se coloca, com os dados divulgados), mais assombrado fico com o despudor dos comentários que vêm sendo feitos sobre a matéria.
Fico perplexo em ver que um bispo como o D. Januário Torgal Ferreira – apesar de já nos ter habituado a muitas declarações lamentáveis - se permite ir à TSF dizer que já tinha ouvido, em 2006/2007, uns comentários de que D. Carlos Azevedo estava envolvido em práticas homossexuais e que ele, D. Januário, não tinha elementos para afirmar «que tal não era verdade».
Para além da insólita inversão do ónus, parece-me lamentável que um prelado se permita, aos microfones de uma estação de rádio, veicular rumores ou zuns-zuns que terá ouvido não se sabe a quem, em 2006/2007. Se os ouviu e achou credíveis e graves, tinha o dever de comunicá-los às instâncias eclesiásticas. Se o não fez, que se cale!
O que seria de esperar era a manutenção de um silêncio prudente, responsável e respeitoso, deixando que as instâncias competentes se pronunciassem, sendo caso disso.
Era o que a decência exigia, para mais de um bispo!
Mas a decência já não mora aqui...
Mais abismado fico com as indecorosas afirmações do padre Carreira das Neves que se permitiu – no que me parece constituir uma conduta eticamente do mais reprovável, para mais vinda de quem, durante largos anos, foi professor de tantos e tantos padres e futuros padres, na Universidade Católica – afirmar com displicência, perante as câmaras da televisão, que já tinha ouvido uns comentários de que o D. Carlos Azevedo estaria envolvido em «situações complicadas» (também aqui o dito padre faz-se porta-voz dos tais “rumores” e do “consta que…”) e, pior do que isso, decidiu ser, por sua conta, o núncio de uma espécie de “coming out of the closet” do bispo em causa, dizendo, alto e bom som, que se sabia que o mesmo era homossexual e que D. Carlos Azevedo o assumia no seu círculo de pessoas próximas!
A que propósito é que este Sr. padre se considera autorizado a fazer tal declaração, divulgando o que supostamente seria a confissão do bispo no seu círculo mais chegado!
Como é possível semelhante baixeza!
O que podemos esperar de quem se comporta assim!
Não seria eticamente recomendado que todas estas pessoas se abstivessem de fazer comentários e que deixassem à consciência do próprio assumir ou não, publicamente, o que quisesse assumir e quando o quisesse fazer, em vez de, farisaicamente, o crucificarem na praça pública com uma crueldade assombrosa (como farisaico é, aliás, o comunicado da Conferência Episcopal, que oferece a «oração fraterna e a solicitude» dos bispos, enquanto crava o estoque de matar no visado)?
Por exemplo, que fizessem como o alegado padre denunciante, que não se tem prestado a este triste espectáculo e tem mantido o devido silêncio.
Eis o meu desabafo perante uma Igreja que, a vários níveis, me decepciona e entristece!
Já não me espanta que perante este quadro e o que se vai sabendo de muitas outras coisas – como as lutas pelo poder no seio da Cúria (e é também óbvio que esta questão do bispo D. Carlos Azevedo surge cirurgicamente no momento em que se questiona a sucessão de D. José Policarpo) -, o Papa Bento XVI – admirável no seu curto, mas frutuoso pontificado - tenha concluído que o melhor que tem a fazer é retirar-se para o mosteiro e rezar por esta Igreja e por todos nós, que bem precisamos de orações.
Eis o que me parece depois de, num primeiro momento, me ter sentido decepcionado com o gesto de renúncia do papa.
Ocorre-me recordar Paulo VI quando, numa homilia em 1971 ou 1972, lamentou-se, para surpresa de muitos, dizendo que havia frestas pelas quais a fumaça de satanás tinha entrado no seio da Igreja!
Está bem à vista que assim é e que não foi só fumaça o
Estou abismado com este assunto do bispo D. Carlos Azevedo (sendo certo que o “meu” candidato a patriarca é, desde há muito, D. Manuel Clemente)
Se a questão, de per si, é muito delicada e a todos penaliza (mais como uma questão interna e disciplinar da Igreja do que como questão criminal que não se coloca, com os dados divulgados), mais assombrado fico com o despudor dos comentários que vêm sendo feitos sobre a matéria.
Fico perplexo em ver que um bispo como o D. Januário Torgal Ferreira – apesar de já nos ter habituado a muitas declarações deploráveis - se permite ir à TSF dizer que já tinha ouvido, desde 2006/2007, uns comentários de que D. Carlos Azevedo estava envolvido em práticas homossexuais e que ele, D. Januário, não tinha elementos para afirmar «que tal não era verdade»
Para além da insólita inversão do ónus, parece-me lamentável que um prelado se permita, aos microfones de uma estação de rádio, veicular rumores ou zunzuns que terá ouvido não se sabe a quem, em 2006/2007. Se os ouviu e achou sérios, credíveis e graves, havia que comunicá-los às instâncias eclesiásticas. Se o não fez, que se cale!
O que seria de esperar era a manutenção de um silêncio prudente, responsável e respeitoso, deixando que as instâncias competentes se pronunciassem, sendo caso disso.
Era o que a decência exigia, para mais de um bispo!
Mas a decência já não mora aqui...
Mais abismado fico com as indecorosas afirmações do padre Carreira das Neves que se permitiu – no que me parece constituir uma conduta eticamente do mais reprovável, para mais vinda de quem, durante largos anos, foi professor de tantos futuros padres, na Universidade Católica – afirmar com displicência, perante as câmaras da televisão, que já tinha ouvido uns comentários de que o D. Carlos Azevedo estaria envolvido em «situações complicadas» (também aqui o dito padre faz-se porta-voz dos tais “rumores” e do “consta que…”) e, pior do que isso, decidiu ser, por sua conta, o núncio de uma espécie de “coming out of the closet” do bispo em causa, dizendo, alto e bom som, que se sabia que o mesmo era homossexual e que o D. Carlos Azevedo o assumia no seu círculo de pessoas próximas!
A que propósito é que este Sr. padre se considera autorizado a fazer tal declaração, divulgando o que supostamente seria a confissão do bispo no seu círculo mais chegado!
Como é possível semelhante baixeza!
O que podemos esperar de quem se comporta assim?
Não seria eticamente recomendado que todas estas pessoas se abstivessem de fazer comentários e que deixassem à consciência do próprio assumir ou não, publicamente, o que quisesse assumir e quando o quisesse fazer, em vez de, farisaicamente, o crucificarem na praça pública com uma crueldade assombrosa (como farisaico é, aliás, o comunicado da Conferência Episcopal, que oferece a «oração fraterna e a solicitude» dos bispos, enquanto crava o estoque de matar no visado)?
Por exemplo, que fizessem como o alegado padre denunciante, que não se tem prestado a este triste espectáculo e tem mantido o devido silêncio!
Eis o meu desabafo perante uma Igreja que, a vários níveis, me decepciona e entristece!
Já não me espanta que perante este quadro degradante e o que se vai sabendo de muitas outras coisas – como as lutas pelo poder no seio da Cúria (e é também óbvio que esta questão do bispo D. Carlos Azevedo surge cirurgicamente no momento em que se questiona a sucessão de D. José Policarpo) -, o Papa Bento XVI – admirável no seu curto, mas frutuoso pontificado - tenha concluído que o melhor que tem a fazer é retirar-se para o mosteiro e rezar por esta Igreja e por todos nós, que bem precisamos de orações.
Eis o que me parece depois de, num primeiro momento, me ter sentido decepcionado com o gesto de renúncia do papa.
Ocorre-me recordar Paulo VI quando, numa homilia em 1971 ou 1972, lamentou-se, para surpresa de muitos, dizendo que havia frestas pelas quais a fumaça de satanás tinha entrado no seio da Igreja.
Está bem à vista que assim aconteceu e que não foi só fumaça o q
Bom post . Põe o dedo na ferida que, doutra forma, já aparecera também iluminada no Ablogando , no post A Resignação do Papa. Diz-se que Deus não dorme...e alguns postadores também não. Chapelada.
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