22.2.13

As coisas são o que são

Depois de ter perdido os jogos florais no PS para Seguro - jogos abertos por interposta gente orfã de Sócrates -, António Costa, o taticista, tenta agora recuperar o tempo perdido em Lisboa, quase todo já que o seu mandato como edil é, de uma forma geral, eminentemente esquecível. A iniciativa do governo, centrada no ministério da economia dirigido por Álvaro Santos Pereira (que Costa desdenhou arrogantemente no seu part time televisivo semanal), relativa ao porto de Lisboa e ao terminal de mercadorias do Tejo, com investimentos essencialmente privados, baralhou os exercícios de politiquice barata a que Costa aprecia entregar-se de vez em quando - talvez em nome das "saudades" que lhe ficaram da altura em que, praticamente de bibe, partilhava um gabinetezinho na JS com o não menos fanfarrão e taticista César, antigo czar dos Açores. Costa precisa de fazer barulhos - ajudado às quintas-feiras por Pacheco e, com intermitências, por Xavier - para se "estabelecer" como potencial candidato belenense do PS algures lá mais para a frente. É um direito dele embora não lhe convenha tentar fazer permanentemente dos outros parvos, como se viu com Seguro. As coisas são o que são.

6 comentários:

Alblopes disse...

Este costa é um "sabichão"!E está mais do que apoiado por aquele mentecapto regedor da Marmeleira e que foi prof.de filosofia em Boticas, colado ao prof.Cavaco logo no início do seu reinado.
O que mais me admira é que também o "doce" xavier por vezes se deixe seduzir pelos encantos daquelas duas víboras !Já para não falar da triste figura do "moderador",todo ele falinhas mansas,mas sempre a chutar para o que lhe convém e que é dizer mal deste governo e continuar a "apadrinhar"o séquito bandoleiro dos socráticos,como tão bem fez durante o consulado do tal engº.da independente!
Esse programa da Q.do círculo é tão só o mais deprimente canto do cisne de almas penadas,a que a tv do ps se presta com toda a sem vergonhice!Cabe perguntar:o que faz o balsemão que nem tuge nem muge?

murphy disse...

Entretanto "O Farmacêutico", vai andar por aí...

Coisas que daria excelentes "Escândalos!", s fosse para malhar na Direita.
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/daria-um-excelente-escandalo-se-fosse.html

Fernando Ferreira disse...

António Costa, depois de ter "reformado" o MAI à la PRACE nos idos de 2007, revela-se adepto insuspeito dos "Xutos & Pontapés" e apaixonado infrene pelos contentores.
Ora o lego "heavy metal" da Mota-Engil impõe sempre um jogo de proximidade com o actor principal: basta ouvir a Mestre IST Ana Paula Vitorino sobre a "Alcantarada" do recém-farmacêutico suíço aprendiz de politólogo.

robalos disse...

Por vias deste governo ter defendido a privatização da rtp que lhe não agrada Balsemão deixa a sic atulhada de defensores do enjenheiro.

Nuno Castelo-Branco disse...

A joint-venture Costa & Salgado, sob o patrocínio do BES imobiliário, tem sido uma das mais catastróficas experiências que Lisboa já sofreu. Total desrespeito para com o património histórico - as obras no Terreiro do Paço, o chão ao estilo GOL e a consequente destruição dos candeeiros parisienses - as demolições imparáveis em toda a cidade, a péssima gestão do trânsito, a cedência aos lobbies betoneiros - a questão dos saguões a betonar, por exemplo -, o despesismo grotesco - a mamarráchica "nova PJ", a "tal esquina" no Intendente -, aqui estão alguns dos feitos desta "Cãbra" Municipal. A quadratura não passa de um poleiro balsemeiro para propaganda, uma espécie de 5 a sec político que branqueia aquilo que bem sabemos. Quanto a Pacheco, creio que melhor teriam feito em dar-lhe uma cadeirinha no Parlamento.

Carlos Vargas disse...

DUELO DE NULIDADES

Os 6 anos de presidência de Costa em Lisboa são comparáveis aos 8 anos de gerência de Seara em Sintra. O marasmo total é a impressão digital das respectivas obras. É justo reconhecer que ambos os edis foram exímios na técnica de empurrar mandatos com a barriga. Ambos levaram a cabo com enorme talento um exercício de gaspilhagem do tempo, visando apenas a sincronia de tácicas político-partidáriias com voos mais altos. Navegando ao sabor da espuma dos dias, ambos construiram curiososvpuzzles políticos típicos de quem está de passagem. Essa inquitude do salto para o desconhecido viria a tornar-se patética no caso de Costa. O duelo outonal entre popstars da tv opinativa produzirá, pois, um vencedor Injusto e inútil, Qualquer que ele deja. Um vencedor já a pensar no próximo cargo - e no programa de televisão seguinte. Lisboa e os lisboetas ficarão inevitavelmente a perder.