
Desde os tempos de Estado Novo que é vulgar encher comícios e manifestações - ditas "espontâneas" pela propaganda do Doutor Salazar - com pessoas que não são da "localidade". Há dois anos, nas intercalares de Lisboa, o PS foi buscar uns coitados de uma vila remota qualquer para agitarem as bandeirinhas em frente ao Hotel Altis, em Lisboa. Costa ganhou numa monumental indiferença eleitoral e era preciso "mostrar" uma vitória nas televisões. Bastava olhar para a plateia do Altis para perceber que aquela gente não tinha vindo do condomínio fechado de luxo, perto de Sintra, onde Costa tem uma casa com outros socialistas. Ontem o PC mobilizou dezenas de milhares de cidadãos e conseguiu uma manifestação impressionante nas ruas da capital, profusamente ilustrada pelo Abrupto. É evidente que não faltaram os autocarros "de fora". Tal como não faltaram em Coimbra, para o PS, num pavilhão que, mesmo assim, não encheu. E havia guest stars. Para além do autoctóne candidato Vital, apareceram dois dos maiores expoentes políticos da modernidade mundial, o sr. Zapatero e o seu clone (ou será ao contrário?) Sócrates. Os "grandes comícios" e as "grandes manifestações" nunca dispensaram os autocarros. É mesmo por causa deles que são grandes. O resto é encenação e conversa de chacha.







