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24.5.09

A POLÍTICA E OS AUTOCARROS


Desde os tempos de Estado Novo que é vulgar encher comícios e manifestações - ditas "espontâneas" pela propaganda do Doutor Salazar - com pessoas que não são da "localidade". Há dois anos, nas intercalares de Lisboa, o PS foi buscar uns coitados de uma vila remota qualquer para agitarem as bandeirinhas em frente ao Hotel Altis, em Lisboa. Costa ganhou numa monumental indiferença eleitoral e era preciso "mostrar" uma vitória nas televisões. Bastava olhar para a plateia do Altis para perceber que aquela gente não tinha vindo do condomínio fechado de luxo, perto de Sintra, onde Costa tem uma casa com outros socialistas. Ontem o PC mobilizou dezenas de milhares de cidadãos e conseguiu uma manifestação impressionante nas ruas da capital, profusamente ilustrada pelo Abrupto. É evidente que não faltaram os autocarros "de fora". Tal como não faltaram em Coimbra, para o PS, num pavilhão que, mesmo assim, não encheu. E havia guest stars. Para além do autoctóne candidato Vital, apareceram dois dos maiores expoentes políticos da modernidade mundial, o sr. Zapatero e o seu clone (ou será ao contrário?) Sócrates. Os "grandes comícios" e as "grandes manifestações" nunca dispensaram os autocarros. É mesmo por causa deles que são grandes. O resto é encenação e conversa de chacha.

A POLÍTICA E OS AUTOCARROS


Desde os tempos de Estado Novo que é vulgar encher comícios e manifestações - ditas "espontâneas" pela propaganda do Doutor Salazar - com pessoas que não são da "localidade". Há dois anos, nas intercalares de Lisboa, o PS foi buscar uns coitados de uma vila remota qualquer para agitarem as bandeirinhas em frente ao Hotel Altis, em Lisboa. Costa ganhou numa monumental indiferença eleitoral e era preciso "mostrar" uma vitória nas televisões. Bastava olhar para a plateia do Altis para perceber que aquela gente não tinha vindo do condomínio fechado de luxo, perto de Sintra, onde Costa tem uma casa com outros socialistas. Ontem o PC mobilizou dezenas de milhares de cidadãos e conseguiu uma manifestação impressionante nas ruas da capital, profusamente ilustrada pelo Abrupto. É evidente que não faltaram os autocarros "de fora". Tal como não faltaram em Coimbra, para o PS, num pavilhão que, mesmo assim, não encheu. E havia guest stars. Para além do autoctóne candidato Vital, apareceram dois dos maiores expoentes políticos da modernidade mundial, o sr. Zapatero e o seu clone (ou será ao contrário?) Sócrates. Os "grandes comícios" e as "grandes manifestações" nunca dispensaram os autocarros. É mesmo por causa deles que são grandes. O resto é encenação e conversa de chacha.

11.4.09

ESTES SOCIALISTAS - 2

Marcos Perestrelo é o homem da "máquina socrática" dentro do PS. É um betinho bem parecido que, por acaso e apesar de ninguém saber ou dar por isso, é vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e "número dois" do dr. Costa. Também é paineleiro na RTP. A juntar a tanto frenesim, o sr. Perestrelo - revelando o imenso respeito que lhe merecem os lisboetas - vai candidatar-se ao lugar homólogo ao de Costa em Oeiras. Cabe-lhe a ele, desta vez, fazer de aliado do dr. Isaltino, o "independente" que o PS acarinha para evitar que o PSD chegue à Câmara. É mesmo para estes "trabalhos de campo", aliás, que servem os aparatchik como Perestrelo. Força.

ESTES SOCIALISTAS - 2

Marcos Perestrelo é o homem da "máquina socrática" dentro do PS. É um betinho bem parecido que, por acaso e apesar de ninguém saber ou dar por isso, é vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e "número dois" do dr. Costa. Também é paineleiro na RTP. A juntar a tanto frenesim, o sr. Perestrelo - revelando o imenso respeito que lhe merecem os lisboetas - vai candidatar-se ao lugar homólogo ao de Costa em Oeiras. Cabe-lhe a ele, desta vez, fazer de aliado do dr. Isaltino, o "independente" que o PS acarinha para evitar que o PSD chegue à Câmara. É mesmo para estes "trabalhos de campo", aliás, que servem os aparatchik como Perestrelo. Força.

9.4.09

NÃO ACERTA UMA


Aquele triste vereador da CML, o sr. Sá Fernandes - o antigo "O Zé faz falta" -, depois de ter ornamentado o Marquês de Pombal com as suas fuças quando ainda julgava que "fazia falta", não queria agora que os outros pusessem lá os cartazes deles. Os partidos em causa ignoraram o Zé e a Comissão Nacional de Eleições até lhes deu razão. O Zé, desde que está enfiado no bolso de trás das calças do dr. António Costa, não acerta uma.

NÃO ACERTA UMA


Aquele triste vereador da CML, o sr. Sá Fernandes - o antigo "O Zé faz falta" -, depois de ter ornamentado o Marquês de Pombal com as suas fuças quando ainda julgava que "fazia falta", não queria agora que os outros pusessem lá os cartazes deles. Os partidos em causa ignoraram o Zé e a Comissão Nacional de Eleições até lhes deu razão. O Zé, desde que está enfiado no bolso de trás das calças do dr. António Costa, não acerta uma.

8.4.09

DIREITO DE RESPOSTA


Em relação a este post, o deputado Paulo Pedroso enviou-me o seguinte email:

Não lhe escrevo para comentar a sua opinião sobre a minha candidatura, que tem todo o direito de a ter, embora preferisse que tivesse outra. Apenas para lhe dar conta de questões de facto que seguramente desconhece porque não acredito que me tenha posto em "para-quedas" de má fé. Não precisa de chegar a dados da minha vida pessoal, bastam os políticos, públicos e notórios: fui membro da Assembleia Municipal de Almada (1993-1997), encabecei a lista do PS à Assembleia Municipal de Almada em 1997, sou deputado pelo distrito de Setúbal desde 1999. Não me atire com o para-quedas, que não tem factualmente razão.

Cumprimentos
Paulo Pedroso

Fica feito o esclarecimento e o meu pedido de desculpas apenas por aquilo em que, factualmente, não tenho razão.

DIREITO DE RESPOSTA


Em relação a este post, o deputado Paulo Pedroso enviou-me o seguinte email:

Não lhe escrevo para comentar a sua opinião sobre a minha candidatura, que tem todo o direito de a ter, embora preferisse que tivesse outra. Apenas para lhe dar conta de questões de facto que seguramente desconhece porque não acredito que me tenha posto em "para-quedas" de má fé. Não precisa de chegar a dados da minha vida pessoal, bastam os políticos, públicos e notórios: fui membro da Assembleia Municipal de Almada (1993-1997), encabecei a lista do PS à Assembleia Municipal de Almada em 1997, sou deputado pelo distrito de Setúbal desde 1999. Não me atire com o para-quedas, que não tem factualmente razão.

Cumprimentos
Paulo Pedroso

Fica feito o esclarecimento e o meu pedido de desculpas apenas por aquilo em que, factualmente, não tenho razão.

5.4.09

DE PÁRA-QUEDAS NA INCRÍVEL ALMADENSE


O dr. Paulo Pedroso, deputado do PS, decidiu ser candidato à Câmara de Almada. Diz que vai ser o "maior desafio" da sua vida política. A apoiá-lo - no lançamento da coisa na "Incrível Almadense" (suprema ironia) - tem Ana Gomes, dois secretários de Estado, Jorge Coelho (que deixa por instantes a sua função de empresário bem sucedido) e, à distância, por vídeo, António Costa, Mário Soares e o querido líder. Apesar de Pedroso não ter nada a ver com Almada, estes suportes querem dizer alguma coisa. Porventura duas. A primeira que, mais do que estar interessado na Câmara - dificilmente Pedroso derrotará a D. Maria Emília do PC -, o PS pretende "encerrar" internamente o "dossiê Casa Pia" reconciliando o "ferrismo" com o "socratismo", afinal a "ala" que mais beneficiou com a queda de Ferro e dos seus seguidores. Daí, também, a candidatura bicéfala de Ana Gomes à Câmara de Sintra e às "europeias", bem como a recente defesa do secretário-geral em Espinho como mais uma hipotética vítima de uma outra "cabala". Ou o "socratismo" teorizado, com método e persistência, nos jornais, nas televisões e nos blogues pelo "politólogo" Pedro Adão e Silva, a coqueluche adolescente, logo a seguir a Pedroso, do "ferrismo". A segunda, prende-se com o próprio candidato. Paulo Pedroso - que é novo, ambicioso e inteligente - precisa "libertar-se" do "fardo Casa Pia". Para isso, a sua emergência de pára-quedas na margem sul , mais de que um teste político, é um teste humano. Aliás, pouco mais significa do que isso.

Adenda: «Existe, do passado, uma forte ligação de Paulo Pedroso ao concelho (residência nos primeiros anos da carreira docente no ISCTE, responsável pela Concelhia do PS, membro da Assembleia Municipal,...) e, do presente, um sério trabalho de base em torno de ideias e preparação da intervenção política de terreno.» (do leitor A.)

DE PÁRA-QUEDAS NA INCRÍVEL ALMADENSE


O dr. Paulo Pedroso, deputado do PS, decidiu ser candidato à Câmara de Almada. Diz que vai ser o "maior desafio" da sua vida política. A apoiá-lo - no lançamento da coisa na "Incrível Almadense" (suprema ironia) - tem Ana Gomes, dois secretários de Estado, Jorge Coelho (que deixa por instantes a sua função de empresário bem sucedido) e, à distância, por vídeo, António Costa, Mário Soares e o querido líder. Apesar de Pedroso não ter nada a ver com Almada, estes suportes querem dizer alguma coisa. Porventura duas. A primeira que, mais do que estar interessado na Câmara - dificilmente Pedroso derrotará a D. Maria Emília do PC -, o PS pretende "encerrar" internamente o "dossiê Casa Pia" reconciliando o "ferrismo" com o "socratismo", afinal a "ala" que mais beneficiou com a queda de Ferro e dos seus seguidores. Daí, também, a candidatura bicéfala de Ana Gomes à Câmara de Sintra e às "europeias", bem como a recente defesa do secretário-geral em Espinho como mais uma hipotética vítima de uma outra "cabala". Ou o "socratismo" teorizado, com método e persistência, nos jornais, nas televisões e nos blogues pelo "politólogo" Pedro Adão e Silva, a coqueluche adolescente, logo a seguir a Pedroso, do "ferrismo". A segunda, prende-se com o próprio candidato. Paulo Pedroso - que é novo, ambicioso e inteligente - precisa "libertar-se" do "fardo Casa Pia". Para isso, a sua emergência de pára-quedas na margem sul , mais de que um teste político, é um teste humano. Aliás, pouco mais significa do que isso.

Adenda: «Existe, do passado, uma forte ligação de Paulo Pedroso ao concelho (residência nos primeiros anos da carreira docente no ISCTE, responsável pela Concelhia do PS, membro da Assembleia Municipal,...) e, do presente, um sério trabalho de base em torno de ideias e preparação da intervenção política de terreno.» (do leitor A.)

3.3.09

CALENDÁRIO

Há pouco tempo o Chefe de Estado "recordou" o calendário eleitoral para o ano corrente.«Nos termos da Lei, as eleições para o Parlamento Europeu se realizam no período entre 4 e 7 de Junho, as eleições para a Assembleia da República entre o dia 14 de Setembro e o dia 14 de Outubro, e as eleições para as autarquias locais entre o dia 22 de Setembro e o dia 14 de Outubro.» Ontem, numa entrevista ao Frankfurter Allgemeine, reafirmou que só marcaria as eleições legislativas em Portugal depois de Junho, ou seja, após as "europeias" e remeteu para aquela posição. Ponto final.

CALENDÁRIO

Há pouco tempo o Chefe de Estado "recordou" o calendário eleitoral para o ano corrente.«Nos termos da Lei, as eleições para o Parlamento Europeu se realizam no período entre 4 e 7 de Junho, as eleições para a Assembleia da República entre o dia 14 de Setembro e o dia 14 de Outubro, e as eleições para as autarquias locais entre o dia 22 de Setembro e o dia 14 de Outubro.» Ontem, numa entrevista ao Frankfurter Allgemeine, reafirmou que só marcaria as eleições legislativas em Portugal depois de Junho, ou seja, após as "europeias" e remeteu para aquela posição. Ponto final.

28.3.07

O VOTO NÃO É A ARMA DO POVO


Logo a seguir ao "25 de Abril", o MFA fez circular uns cartazes com a máxima "o voto é a arma do povo", verdadeiramente esperançado que o "povo" não votasse. Ou, se votasse, votasse "à esquerda", leia-se PC, MDP e adjacências. O "povo", pelo contrário, começou logo em 75 a inclinar-se para o "centrão". Em resposta àquilo, os anarquistas instavam a que o "povo" não votasse para não ficar "desarmado". Começo, ao fim de tantos anos, a dar-lhes razão. Em 2001, votei Santana Lopes para a Câmara de Lisboa. Foi para o governo. Em 2002, votei no dr. Barroso para o governo. Foi para Bruxelas. Em 2005, votei na dra. Nogueira Pinto outra vez para a Câmara. Acabou de partir para parte incerta. Em 2006, não votei Cavaco para ter um Jorge Sampaio revisto, corrigido e aumentado. O único que permanece firme e hirto e, tal como o Doutor Salazar, "está e fica como se nunca fosse deixar de estar", é o mais famoso licenciado em engenharia civil do país. Péssima consolação. Decididamente o voto não é a arma do povo.

O VOTO NÃO É A ARMA DO POVO


Logo a seguir ao "25 de Abril", o MFA fez circular uns cartazes com a máxima "o voto é a arma do povo", verdadeiramente esperançado que o "povo" não votasse. Ou, se votasse, votasse "à esquerda", leia-se PC, MDP e adjacências. O "povo", pelo contrário, começou logo em 75 a inclinar-se para o "centrão". Em resposta àquilo, os anarquistas instavam a que o "povo" não votasse para não ficar "desarmado". Começo, ao fim de tantos anos, a dar-lhes razão. Em 2001, votei Santana Lopes para a Câmara de Lisboa. Foi para o governo. Em 2002, votei no dr. Barroso para o governo. Foi para Bruxelas. Em 2005, votei na dra. Nogueira Pinto outra vez para a Câmara. Acabou de partir para parte incerta. Em 2006, não votei Cavaco para ter um Jorge Sampaio revisto, corrigido e aumentado. O único que permanece firme e hirto e, tal como o Doutor Salazar, "está e fica como se nunca fosse deixar de estar", é o mais famoso licenciado em engenharia civil do país. Péssima consolação. Decididamente o voto não é a arma do povo.

3.2.07

OS ILUSIONISTAS DE LISBOA


Continua a lenta agonia da Câmara Municipal de Lisboa. A investigação prossegue os seus termos, indiferente às consequências políticas da coisa e os políticos da Câmara fingem que nada se passa. Foi confrangedora a entrevista de um rapazinho, vereador dos "espaços públicos", a Mário Crespo na SIC Notícias, tal como se deve esperar o pior da de Carmona Rodrigues, amanhã, no mesmo canal. Agarrado como gato a bofe ao lugarzito, o moço desfiou um rosário de "actividades" e de "propostas" como se os Paços do Concelho estivessem no céu. Enquanto isto, os donos da Câmara continuam a espetar facas nas costas uns dos outros como se a cidade não existisse. Tudo "remonta" a antes de mim, dizem eles todos. Antes que seja demasiado tarde para a "direita" - aqui a dar razão à estafada tese da "mais estúpida do mundo" - conviria a alguma sua remota forma de vida inteligente tirar rapidamente a única conclusão que é preciso tirar. Todo o ilusionismo político do mundo não consegue disfarçar que esta CML já não existe. Percebem ou é preciso meter explicador?

OS ILUSIONISTAS DE LISBOA


Continua a lenta agonia da Câmara Municipal de Lisboa. A investigação prossegue os seus termos, indiferente às consequências políticas da coisa e os políticos da Câmara fingem que nada se passa. Foi confrangedora a entrevista de um rapazinho, vereador dos "espaços públicos", a Mário Crespo na SIC Notícias, tal como se deve esperar o pior da de Carmona Rodrigues, amanhã, no mesmo canal. Agarrado como gato a bofe ao lugarzito, o moço desfiou um rosário de "actividades" e de "propostas" como se os Paços do Concelho estivessem no céu. Enquanto isto, os donos da Câmara continuam a espetar facas nas costas uns dos outros como se a cidade não existisse. Tudo "remonta" a antes de mim, dizem eles todos. Antes que seja demasiado tarde para a "direita" - aqui a dar razão à estafada tese da "mais estúpida do mundo" - conviria a alguma sua remota forma de vida inteligente tirar rapidamente a única conclusão que é preciso tirar. Todo o ilusionismo político do mundo não consegue disfarçar que esta CML já não existe. Percebem ou é preciso meter explicador?