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20.1.12

ADIEU

Mega Ferreira foi substituído na presidência do CCB. Mais vale tarde que nunca. Mega ainda há bem pouco tempo anelava pelo regresso de Sócrates à pátria: não tinha dúvidas de que "o país precisa de pessoas como o anterior primeiro-ministro". Em compensação, a impunidade de anos e anos de mandarinato "cultural" permitiram-lhe "não lhe ocorrer" o nome do actual primeiro-ministro. M. Ferreira representa a pior soberba do chamado "meio" cultural português - a mania que a "cultura" tem "donos". Que coisa mais provinciana, dr. Mega. Adieu.

30.9.11

O ESTADO, O CCB E O SR. COMENDADOR

Há mais de cinco anos, escrevi aqui o seguinte:

Homens da cepa do sr. comendador Berardo não são propriamente filantropos. Após anos a "ameaçar" levar a sua colecção privada daqui para fora, Berardo negociou com o actual governo a melhor forma - para ele, naturalmente - de isso não acontecer. Para tal, a ministra Pires de Lima teve de passar por sumários vexames públicos produzidos pelo sr. comendador - recordo, entre outros, o mimo de "saloia" - e sujeitar-se à intervenção directa do primeiro-ministro, presumivelmente através de Alexandre Melo, seu assessor para a cultura, para que o famoso "acordo" fosse assinado há dias. O Estado abjurou perante o sr. comendador e obrigou-se a "entrar" com cerca de 500 mil euros/ano para poder exibir as 863 peças que fazem parte da colecção, sem nenhuma certeza de que daqui a dez anos o sr. comendador não lhe apeteça, com a colecção já devidamente valorizada, desaparecer com ela para onde lhe aprouver. Mega Ferreira, o presidente do CCB, hipotecou, com o habitual gosto e alegria de bem servir que o caracteriza, parte significativa da estrutura do Centro para a instalação do "museu/fundação de arte moderna e contemporânea- colecção Berardo" de que este será presidente, com o óbvio direito a nomear e a despedir o respectivo director. Os argumentos utilizados pelo Estado para justificar este "acordo" seriam risíveis se não fossem trágicos. É evidente que não estão em causa, nem a qualidade da colecção Berardo, nem o seu "interesse" cultural. O que parece ser discutível são os termos do "acordo" para o "parceiro" Estado, ou seja, para os contribuintes que supostamente devem usufruir do acervo. Apesar dos beijinhos e abraços, não tenho a certeza de que o "interesse nacional" se tenha sobreposto aos interesses privados e legítimos do sr. comendador. Pelo contrário, penso até que Berardo conseguiu "meter" o governo no seu já vasto espólio, como um vulgar troféu de caça. O sr. comendador só dá um chouriço a quem lhe der um porco.

Parece que o Estado, finalmente, decidiu dar-se ao respeito e recolher o porco. Entretanto. entre 2007 e 2010. a coisa custou-lhe alegadamente cerca de 26 milhões de euros e só 2 ao comendador. Mas será apenas Berardo quem deve ser "encostado à parede"?

31.5.11

CHEGA DE BONZOS

Espera-se, na segunda-feira de manhã, o pedido de demissão do eterno Mega Ferreira da presidência do Centro Cultural de Belém. Nem é tanto por ele ser disto ou daquilo porque ele - e os como ele - não é propriamente de lado algum. É que, depois deste gesto cabotino (não me recordo, aliás, de lhe ter topado outros desde a CNARPE de 1980: o funesto PRD, Zenha e a Expo confirmam a regra), Mega, por uma questão de honestidade intelectual (saberá ele o que isto é?) não pode ficar nem mais um minuto em Belém. Chega de bonzos.

Adenda: Contributo para uma introdução ao estudo do dr. Mega Ferreira.

Adenda2: A "superioridade moral" da pseudo-esquerda moderna - têm a mania que são "donos" da cultura no que se tornaram um ersatz do PC do "antigamente" - está patente neste momento de rara beleza prosódica e figurativa que inclui o tradicional cortejo do comentário burgesso anónimo. Deslizem.

25.7.10

OS ÍDOLOS DE MEGA


O equipamento cultural designado CCB, a Belém, Lisboa, tutelado pelo ministério da cultura, albergou a "selecção" de candidatos ao concurso da SIC Ídolos. Esta "fase" desse concurso é a mais aceitável porque um sem número de broncos musicais, que se julgam com talento, tem direito aos seus cinco segundos de má fama e de pública humilhação. Simplesmente não é para isto - percebo que não haja dinheiro, que tudo sirva e que na direcção do CCB estejam pessoas muito "imaginativas" no que toca a tudo menos cultura - que tal equipamento existe. Não lhe bastava andar a fazer de armazém (consta que mau, segundo o arrendatário) do comendador Berardo. Agora até o lumpen lá vai aliviar-se pela fresquinha. O dr. Mega ainda existe ou pode ser substituído, sem que note a diferença, pelo João Manzarra?

24.4.10

"DIAS DA MÚSICA"?



Decorre no CCB uma daquelas pavorosas jornadas dos "dias da música" que atraem multidões musicalmente iletradas como, dantes, a feira popular as atraía para comboios-fantasma e rodas. O CCB há muito que se tornou num sítio pouco interessante à excepção de um bar, daquele bar lá em cima, pequeno e acolhedor, com vista para o Tejo. De equipamento cultural, o CCB passou a armazém quase exclusivo das coisinhas do comendador Berardo e a uma espécie de monte alentejano do dr. Mega e respectivos acólitos. De resto, alberga apresentações oficiais e oficiosas e pouco mais. "Os dias da música" constituem uma pessegada non stop, sem o menor prestígio, supostamente destinada a "incutir" nas massas que por lá se passeiam algum gosto musical. Não se "educa" um gosto musical no meio de um turbilhão maciço. Requer tempo e, pasme-se, silêncio. O dr. Mega, que é tão ilustrado, devia saber isto de cor. Mas o videirismo fala sempre mais alto. Como as criancinhas a berrar pelos corredores com simulacros de Bach a soar ao fundo.

Clip: Gustav Mahler, Final da Sinfonia nº 2, "Ressurreição". LPO. Leonard Bernstein

23.3.10

PAPEL HIGIÉNICO

A pianista Canavilhas, que está ministra da cultura, "reactivou" uma coisa chamada "fundação centro cultural de Belém", aquela coisa para os lados dos Jerónimos a que preside o insigne e sistémico "escritor" Mega Ferreira. Da direcção dessa "fundação" fazem parte, entre outros, as "escritoras" (sic) Lídia Jorge e Clara Ferreira Alves. Se já era discutível que Lídia Jorge fosse escritora, que dizer de Ferreira Alves, animadora televisiva de sucesso e conhecida engraçadista profissional? Realmente a "literatura portuguesa" serve para tudo. Até para papel higiénico.

24.6.09

ESTÁ CERTO


O comendador Berardo e o seu director artístico estão muito satisfeitos com o "sucesso" do Museu no CCB. O CCB, recorda-se, é um equipamento público que foi ocupado pelo senhor comendador, com a benção do líder supremo, acto aliás testemunhado por dois notários ilustres, a então ministra da cultura Pires de Lima e o insigne Mega Ferreira. Aos poucos, o senhor comendador foi fazendo do Museu - e do CCB que o acolheu - o que quis, mantendo aquele espaço cativo da sua colecção da qual foi retirando subtilmente uma peça aqui e outra acolá para exposições lá fora. No fundo, o CCB é o armazém do senhor comendador. Muita gente que não consegue distinguir um Matisse de um Balthus acorreu ao armazém para se lavar, durante breves instantes, em cultura. As borlas também ajudaram. Não admira, pois, que o director artístico do senhor comendador fale em «procurar o equilíbrio entre o grande público e o mais experimental.» O armazém em que se tornou o CCB - presidido ficticiamente pelo enorme Mega - é a nova feira popular. O senhor comendador fornece as barraquinhas de tiro, o carroussel e o trapézio. Ou seja, o «equilíbrio entre o grande público e o mais experimental.» Está certo.

25.1.09

APRENDA


Para fingir que manda qualquer coisinha, o magnífico ministro da cultura, Pinto Ribeiro, "esticou" a renovação da comissão de serviço do soba Mega Ferreira no CCB até ao último dia. Tal criou uma pequeníssima dúvida nos meios habituais - e amigos do dr. Mega - que a colocaram imediatamente nos jornais. Descansai, pois. Pinto Ribeiro é nulo perto de Mega Ferreira. Ou perto do que quer que seja na cultura. Mesmo que o balanço de Mega se reduza à colecção (cada vez mais despojada) de Berardo, isso não interessa nada. Mega é mais um dos intocáveis "símbolos" destes trinta e tal anos de suposta democracia. Pinto Ribeiro está apenas de passagem. Aprenda.

30.6.07

ENFIADO NA POLTRONA DA SUA MELANCOLIA


Raquel Henriques da Silva - uma figura da "cultura portuguesa" que até costuma opinar com oportunidade - veio em defesa do "vulto" Mega Ferreira, alegadamente vexado pelo comendador Berardo. Raquel foi durante muitos anos a papisa dos museus portugueses e é, por direito próprio, um ilustre membro da corte, apesar de "reformada". De Berardo, o do museu, só se aproveita, de acordo com Raquel, o sr. Capelo, responsável pela colecção apenas até determinado momento. O resto é arrivismo e provocação ao fabuloso Mega. Por sinal, o dito Mega, pago para gerir o CCB e, por tabela, a instalação do Museu Berardo, fez o que pôde para dourar a inércia. Como se o referido Museu tivesse aterrado em Belém vindo directamente da lua e não do acordo leonino que ele, Pires de Lima e Sócrates estabeleceram com o comendador, com o dinheiro do contribuinte que, por acaso, também os suporta a todos, a uns mais do que a outros. Como escreveu numa "sms" um amigo, bem conhecido nas "letras", mas felizmente alérgico a nomenclaturas: "coitado do Mega Ferreira, tão isolado na vida, tão deprimido nas sensações, coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia."

Adenda: É evidente que a veneranda figura do dr. Mega só abriu a boca para outra veneranda instituição chamada Expresso.

28.6.07

A "GESTÃO INTEGRADA"

O governo de Sócrates, dito socialista, caracteriza-se por falar alto com os baixinhos e por baixar a bola com os graúdos. A sra. prof.ª Pires de Lima, que passa por ministra da cultura, deve ter ficado um pouco mais desgrenhada do que o habitual com o "clima" instalado no CCB de Berardo. Sim, de Berardo, porque se, de um dia para o outro, o senhor comendador decidisse agarrar na sua colecção e levá-la para a China, a sra. prof.ª e a sua "política cultural" sumiam imediatamente soterradas num contrato que apenas serve os interesses - legítimos - de um particular. Com isto em mente, Pires de Lima afirmou que o comendador e o cada vez menos presidente do Centro Cultural de Belém, o contorcionista Mega Ferreira, têm "forçosamente que se entender" sobre o Museu do primeiro. E espera - bem pode esperar sentada - que se trate "de uma pequena questão", já que "ambos terão forçosamente que se entender" ao nível da "gestão integrada" do Museu. "Gestão integrada" de quê, sra. prof.ª? Será que a senhora julga que o CCB de Berardo é um laboratório e o dono do "acervo" um experimentalista? Meta-se com ele, use mais desse jargão e depois queixe-se.

26.6.07

MEGA BERARDO - 2

A Berardo não chega a demissão da sua fundação. Exige a saída do regimental Mega da presidência do CCB. Assim como assim, como é ele que paga, o melhor mesmo é Isabel Pires de Lima desaparecer no deserto montada no seu camelo. Para o presidente de Serralves, a senhora - e os que se lhe seguirem - não fazem falta alguma. Basta uma secretaria de Estado (ou nem isso, acrescento). Começo a gostar de Berardo e nunca duvidei da inteligência de Gomes de Pinho. Estou bem acompanhado. Como diria outro maldito, "bravo homem: os inimigos dos meus inimigos meus aliados circunstanciais são."

O RETALHISTA


A bimbalhada deve ter estado ontem, toda, e em peso, na "reinauguração" do CCB, agora Museu Berardo. Até Pires de Lima abandonou a sua levitação em cima do camelo para ornamentar. Acho bem. O comendador estabeleceu um pacto leonino com o Estado por interposto Sócrates que andava babado pelos corredores do Museu. O Estado toma-lhe conta do acervo, exibe-o, contribui financeiramente para a sua manutenção e, quando der na gana do comendador, este tira-o dali e fará o que muito bem lhe apetecer com a colecção. Este governo - se calhar, felizmente - não possui uma ideia acerca de política cultural e os pingos que têm escorrido, não se recomendam. Apenas ocorre a eminência do professor Vieira de Carvalho que, na ausência política de um ministro da cultura, vai fazendo o que bem lhe apetece. Por isso defendo que se acabe, de vez, com o ministério. Berardo, com a sua esperteza devidamente aconselhada, meteu o Estado e o governo no bolso, da mesma forma que se prepara para meter outras coisas do regime, tais como o Benfica e o que mais lhe proporcionarem. Um país que não se respeita está sempre ao dispor do primeiro retalhista que lhe fique com os cacos por tuta e meia. Berardo é um negociante e Portugal é bom negócio "dos trezentos". O comendador limita-se a trabalhar.

22.6.07

C.C. BERARDO


Aos poucos, o comendador Berardo - faz ele muito bem - vai comprando o que resta do que foi Portugal. Sugeria-lhe que, em vez de um banco com a marca "Benfica" (consta que o Benfica, que é uma nação, vai ser dele, no que consegue ser mais feliz que o país que o pariu que já nem a isso ressuma), adquirisse o próprio Banco de Portugal, o Parlamento, o governo e meia dúzia de autarquias. Para já, Berardo - depois de Belmiro de Azevedo se ter muito legitimamente colocado nas tintas para isto que passa por um país - é imperador no esterco, rei dos patos-bravos e cobridor garboso do regime. Basta passar pelo CCB, o ex-libris do "cavaquismo", para se perceber que Berardo é a verdadeira bandeira nacional. Colocou Isabel Pires de Lima e o Estado eternamente presos à figura de um camelo graças ao "negócio" com a sua colecção de pintura. Se eu fosse a ele, exigia a mudança do nome do equipamento dirigido pelo comissário Mega, o 17º da lista Costa, para o verdadeiro: centro comendador Berardo, CCB. Como diria Salazar, às voltas no túmulo raso, está muito bem assim e não podia ser de outra maneira.

10.2.07

PERÍODO DE REFLEXÃO -5

O soba Mega Ferreira gostava de poder ser um pouco de tudo no regime. Tem sido, aliás. Jornalista, gestor "cultural", ministro, presidente de câmara e o mais que lhe couber em sorte. Faz-se requisitado e imagina-se indispensável. O PS - que ele em tempos desprezou - baba-se, dia sim, dia não, para cima dele. Quer o homem para tudo e para nada. Exibe-o como um ademane. O soba, entretanto, lá vai dizendo que já está farto do CCB. Só brilha quando há dinheiro e os tempos não estão para "expos" em Belém. Escreva, dr. Mega, que há quem goste. Não lhe hão-de faltar prémios de consolação.