29.4.15

Teatro de marionetas


 


Não vale a pena increpar a figura que a generalidade dos órgãos de comunicação social fez, de cócoras, diante da apresentação da mais recente (e talvez única) marioneta política concorrente às eleições presidenciais. Até o meu cão consegue ter mais respeito por si próprio. Mas o exercício encomendado teve ao menos a virtualidade de demonstrar duas ou três coisas. Desde logo que o dito concorrente é tão "independente" como uma formiga no carreiro. Os "donos" do regime e as oligarquias que mandaram "nisto tudo" até recentemente não  faltaram, desde o jazigo de família do pior PS até "vultos" como o Coronel Lourenço ou o dr. Granadeiro. Depois é manifesto que o concorrente se imagina a concorrer à chefia do Estado não em 2016 mas em 1916. Tudo ressumou a ranço salvo na "modernidade" no uso do "acordês". Por consequência, e apesar dos esforços abjectos de comentadores e jornalistas, o concorrente é um programa a preto-e-branco a quem nem sequer faltou o palco da salazarenta FNAT. Ao que a "esquerda" chegou.

3 comentários:

Anónimo disse...

Quando há semanas vi num dos maiores blogues nacionais, ainda por cima de direita, o Henrique Neto com o triplo das escolhas de Marcelo e o resto a ficar com uns miseráveis votos, não tive dúvida nenhuma que ele ia ser abafado e outros tomariam o seu lugar nas antenas. E assim tem sido. A amostra nem é mais pequena que a de muitas sondagens que por aí se fazem "a sério".

fado alexandrino disse...

É difícil em tão pouca palavras resumir, uma candidatura, um país, uma não ideia.
Aquela do jazigo do PS é de mestre.

Fernando Ferreira disse...

Caríssimo João, em vésperas de 1.º de Maio nada mais resta se não constatar que Portugal passou ontem da situação de Estado Novo à condição de Estado Nóvoa, trocando a Névoa por Sócrates e cobrindo de Nívea o somatório de vacuidades intemporais que a história da pedagogia regista.
A (des)propósito, recordo a resposta desse estranhíssimo colosso chamado Agostinho da Silva que, há mais de vinte anos, nos preveniu em plena televisão de serviço público, e perante o sucessivo pasmo do Prof. João Grácio e do Dr. Miguel Esteves Cardoso, que «na Grécia antiga, o pedagogo era o escravo que obrigava o menino a ir à escola» e que «no futuro, Portugal devia aderir ao Brasil e não à Europa»: sábias palavras que ninguém quer escutar...