11.4.15

A culpa é de Passos Coelho?


 


António Costa revela-se um fraco candidato à sucessão de Passos Coelho. Nada que não se pressentisse no lamentável processo da remoção apressada de Seguro. Este levou três anos pacientemente a preparar uma alternativa apesar das constantes minas e armadilhas distribuídas, com método e persistência, pelos diversos inquilinos da casa socialista, de Soares ao grupo parlamentar ou a Sócrates "dos últimos dias". De dentro para dentro e de fora para dentro. Mesmo assim ganhou duas eleições nacionais. Novas e velhas oligarquias socialistas (de que Costa é apenas o "camerlengo") não podiam permitir que fosse Seguro a gerir as escolhas para as legislativas de 2015. Sabiam que iam, como aliás mereciam, para o olho da rua. Costa não teve outro remédio a não ser perpetrar duas tristes figuras. A primeira, apear Seguro à bruta com a complacência dos seus amigos nos media. A segunda, atirar o respeito pelos eleitores lisboetas aos pombos. E daí para cá não tem feito outra coisa a não ser estatelar-se, rodeado mais de cortesãos do que de conselheiros, aos pés gélidos de Passos Coelho. «Costa é conduzido exclusivamente pelas suas emoções: berra quando se irrita ou julga que vai impressionar o “povo”; explica numa voz normal o que não o comove. O resultado é que o cidadão comum não o leva a sério. O ar de improvisação e de amadorismo anula a importância e a pertinência de qualquer declaração. No fim, fica sensação de que o homem se esganiça e se agita por puro desespero. E, de facto, desde que chegou a secretário-geral, Costa acumula erros sobre erros (...). Não conseguiu até agora meter na cabeça de um único português a mais vaga ideia do que pode esperar dele (...). No estado a que as coisas chegaram, António Costa continua no meio de uma desordem crescente, que tarde ou cedo dará cabo dele.» A culpa é de Passos Coelho?

4 comentários:

Anónimo disse...

Já toda a gente percebeu que António Costa é como aqueles foguetões que arrancam esplendorosamente para uns metros acima da plataforma perder velocidade, parar, recuar e explodir, liquidando-se a si e a tudo que o sustenta. Só que neste caso já está toda a gente a filmar, não o lançamento, mas o desastre que aí vem.

Marquês Barão disse...

Mais trágico ainda. Mesmo quando se quer mostrar irritado nota-se o teatro. Nestas peças de palco até o aprendiz de ator Seguro fazia melhor papel.  

Maria disse...

Belíssima análise.
A desfaçatez com que enxotaram António J. Seguro roçou a ignomínia. Agora vão andar a apanhar os cacos até às legislativas.

Pedro disse...

Estás aziado? Vota PSD pá!