8.4.15

Tudo o que não nos faz falta


 


A desgraça nas eleições regionais da Madeira, a "agenda para a década" despedaçada, dia sim dia não, por improvisos avulsos, demagógicos e descontrolados, uma "agenda presidencial" ao deus-dará, uma irreprimível tentação de ressentimento e um ensimesmamento irritável e errático de quem acha que bastava aparecer para que a pátria se salvasse são apenas alguns sinais que deviam preocupar o PS. Porque, com António Costa, o PS está exactamente no mesmo ponto em que estava com Seguro segundo a versão mais delicada do "costismo": não aquece nem arrefece. E isto levará o país - sobretudo a "maioria silenciosa" que não se pavoneia entre o Terreiro do Paço, o Cais do Sodré ou os Paços do Concelho através da "nova" Ribeira das Naus - a questionar-se sobre a que vem, afinal, este homem que trocou Lisboa pela sua própria incógnita. Julgo, aliás, que nem ele próprio conhece a resposta no meio de tanta improbabilidade, inconstância e incerteza. Precisamente tudo o que não nos faz falta.


 


Jornal de Notícias


 


 

1 comentário:

Marquês Barão disse...

Ainda haverá quem queira carregar Costa ás costas? Usem as próprias.