
O PS do dr. Costa "arrancou" para as legislativas com um programa preparado por um conjunto de economistas. De uma maneira geral, pareceu-me, bons economistas. E com propostas debatíveis e, no fundamental, contrapostas às presentemente em vigor e às já previstas quase até à eternidade. Neste aspecto a conversa democrática ganhou alguma coisa com estas papeletas. Nem que seja para desenjoar das outras. Há, porém, um "senão" comum a ambas: a imprevisibilidade nos comportamentos domésticos e "europeus". Costa "recebeu" o programa sentado na primeira fila como se, de novo, a economia precedesse a política. E perpetrou o pior comentário político que podia ter perpetrado: "é preciso pensar à grande". Ora o "pensar à grande" rebocou o país para o estado a que chegou em Abril de 2011, estado esse que os economistas convidados a pensar com mero bom senso tinham acabado de rejeitar. E reboca o novo evangelho do "crescimento como nunca se viu" dos austeritários drs. Passos e Portas que também deram em "pensar à grande". É preciso cuidado com o que se diz.
1 comentário:
Se, ao menos, estes últimos 4 anos não tivessem arruinado o País e tivéssemos o PIB de 2011; a dívida de 2011; o desemprego de 2011; as empresas arruinadas de 2011; e o BCE tivesse tomado então as medidas que tomou agora, o próximo governo poderia dar-se ao luxo de estragar tanto como este estragou.
Assim não é possível.
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