Para ser bem-sucedida, a maioria - partindo do princípio que vai haver uma coligação - precisa, ao contrário do dr. Costa, de ganhar absolutamente. Não chega aquela lengalenga trôpega de "mais um voto". Mais um voto na coligação, ou no PSD, do que no PS quer dizer nada. Ainda não vi, no meio de tanta tagarelice oficial e oficiosa dos principais tenores governamentais e da maioria, uma vontade firme em estabelecer com o país uma base de solidariedade estratégica. O reiterado recurso a abstracções que nada dizem às pessoas "reais", por um lado, e a deliberada ignorância do mundo do trabalho privado e público, por outro, não "atraem". O investimento e a consolidação orçamental são excelentes mas não votam. As empresas são indispensáveis mas os empresários são voláteis. A balança comercial é muito bonita mas tem dias. O desemprego e a dívida têm todos os dias dramaticamente por sua conta. Tal como os impostos. Em resumo, mais para a "direita" e para abstracções ultraliberais e politicamente débeis a coligação já não pode ir. Experimentem, antes, puxar a vida das pessoas para cima. Talvez seja por aí.
Foto: José Sena Goulão/Lusa
2 comentários:
Acho que o PSD tem de ir às eleições coligado com o CDS para ter alguma hipótese.
Solidariedade estratégica? Puxar a vida das pessoas para cima!?? Mas o que é isto?
Serão, certamente, conceitos políticos densos. Tão densos que, sob pena de implosão, já não os poderemos densificar mais.
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