
Numa entrevista ao Diário de Notícias, Pedro Santana Lopes referiu não saber se, lá para Outubro, não sentirá um "chamamento" que o "force" a ser candidato a Belém. Em idêntico registo pastoral, o ex-reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, jurou-se "despojado" ao Jornal de Notícias, uma beatitude que, todavia, quer dizer "disponibilidade para dar tudo seja em que lugar for". É claro que o eminente professor está à espera que o "chamem" preferivelmente de uma janela do Largo do Rato. A que deverão seguir-se, depois de competente intervenção do coronel Vasco Lourenço, os "revolucionários" da Aula Magna e porventura parte significativa da complexa "mesa" do Bloco. Com o devido respeito, estas pessoas não têm a mais vaga ideia do que vai ser exigido ao próximo PR e dissertam sobre a coisa com uma candura adolescente e politicamente nula. Apesar do métier que falta a Nóvoa, Santana Lopes não lhe fica muito atrás na improbabilidade. Eles, e outros mais ou menos conspícuos, vagueiam nuns patéticos jogos florais que nada afirmam. Ora o que se exige desde logo a um candidato a Presidente da República, nas presentes circunstâncias nacionais, é afirmação. Tudo o que estes "chamamentos" não têm.
5 comentários:
Quem vai ser Presidente é o Marcelo, não precisa de Comissão de Honra, nem cartazes, nem apoiantes, nem nada.
Basta continuar até ao último minuto na TVI a falar de tudo sobre tudo, dizendo nada.
Quando isso acontecer batemos no fundo, estamos na sarjeta.
Não é mau.
A partir daí só podemos melhorar.
Pela(s) figura(s) que vimos o actual fazer e pelos cromos que nos querem vender (nem dados!), só teríamos a ganhar se acabássemos com a "instituição" e a abstenção irá mostrar o que os portugueses pensam sobre ela.
Há espertalhões que avançam com a ideia da decisão só lá mais para diante por razões de rigor, quando o que os move é preservar o mais possível os tempos de antena de que dispõem para de forma ardilosa ir vendendo o seu peixe. Até ao próximo programa e que lhes faça mau proveito.
Quando perguntado sobre se estaria disponível para uma candidatura presidencial, Guilherme Oliveira Martins recusou fazer qualquer declaração. É um exemplar servidor público. Ainda tenho esperança que António Costa o convença a ser o candidato apoiado pelo PS. Isso sim, seria uma excelente notícia para todos.
Caro João, quando é que se convence de que a Monarquia é o melhor regime para Portugal? ;-)
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