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17.9.09

UMA NOVA REPÚBLICA CONTRA CEM ANOS DESTA


No Liceu Camões - uma casa respeitável onde, por exemplo, ensinaram Mário Dionísio e Vergílio Ferreira - o regime decidiu prodigalizar uma "sessão de apresentação" das nefandas comemorações dos 100 anos da República. É preciso fazer um distinguo. Não vá dar-se o caso de os meninos e de as meninas pensarem que há algo a comemorar. A 5 de Outubro de 1910 foi implantada uma ditadura de um partido, o PRP, depois Partido Democrático, que acabou dirigido por alguém - Afonso Costa - de quem Salazar viria mais tarde a dizer "fosse o dr. Afonso Costa um vulto nacional ...". Não era, de facto. Por isso essa "república" acabou como acabou. Com outra ditadura. Ser republicano - e eu sou visceralmente republicano - é outra coisa que ultrapassa a trivialidade de não ser monárquico. É, por exemplo, eleger o Chefe de Estado e conceder-lhe poderes de liderança institucional do regime. Qualquer coisa como uma Nova República.

UMA NOVA REPÚBLICA CONTRA CEM ANOS DESTA


No Liceu Camões - uma casa respeitável onde, por exemplo, ensinaram Mário Dionísio e Vergílio Ferreira - o regime decidiu prodigalizar uma "sessão de apresentação" das nefandas comemorações dos 100 anos da República. É preciso fazer um distinguo. Não vá dar-se o caso de os meninos e de as meninas pensarem que há algo a comemorar. A 5 de Outubro de 1910 foi implantada uma ditadura de um partido, o PRP, depois Partido Democrático, que acabou dirigido por alguém - Afonso Costa - de quem Salazar viria mais tarde a dizer "fosse o dr. Afonso Costa um vulto nacional ...". Não era, de facto. Por isso essa "república" acabou como acabou. Com outra ditadura. Ser republicano - e eu sou visceralmente republicano - é outra coisa que ultrapassa a trivialidade de não ser monárquico. É, por exemplo, eleger o Chefe de Estado e conceder-lhe poderes de liderança institucional do regime. Qualquer coisa como uma Nova República.

11.6.07

UM PAÍS DE COSTAS


Ignoro em que estado é que isto vai - isto de impedir que o bombista e conspirador Aquilino "entre" no Panteão para se juntar a uns quantos inexplicáveis que já lá estão - todavia, e dando de barato que, se fosse vivo, estaria de certeza nesta "lista de honra", nada como voltar a recordar a má lembrança do filósofo presidente do Parlamento, o dr. Gama. Os amigos do outro dr. Costa, o Afonso, por sinal um deles Costa de apelido e o Buiça, eram íntimos do autor de "Um escritor confessa-se", as "quase memórias" de Aquilino. Em poucos minutos e numa escassez de metros, na Rua do Arsenal, os seus tiros colocaram um fim à esperança de isto poder ter sido outra coisa. Foi o que foi e é o que é, para nossa perpétua infelicidade.

UM PAÍS DE COSTAS


Ignoro em que estado é que isto vai - isto de impedir que o bombista e conspirador Aquilino "entre" no Panteão para se juntar a uns quantos inexplicáveis que já lá estão - todavia, e dando de barato que, se fosse vivo, estaria de certeza nesta "lista de honra", nada como voltar a recordar a má lembrança do filósofo presidente do Parlamento, o dr. Gama. Os amigos do outro dr. Costa, o Afonso, por sinal um deles Costa de apelido e o Buiça, eram íntimos do autor de "Um escritor confessa-se", as "quase memórias" de Aquilino. Em poucos minutos e numa escassez de metros, na Rua do Arsenal, os seus tiros colocaram um fim à esperança de isto poder ter sido outra coisa. Foi o que foi e é o que é, para nossa perpétua infelicidade.

30.4.07

A IDEÓLOGA


O dr. Afonso Costa continua a estar muito bem representado na "opinião que se publica". Desta vez, a sua dileta descendente ideológica (a diferença é que, no tempo do Costa, a senhora não tinha pura e simplesmente direito a emitir opinião porque essa coisa da "ética republicana" é muito "machona") escreve esta preciosidade acerca do "tema" Pina Moura/TVI/ José Lemos (convém não esquecer este "segundo homem") :"... entregar um canal à Igreja foi só e apenas uma decisão ideológica, com o propósito absolutamente claro e confesso de criar um mecanismo de influência político-ideológica da sociedade. Pelos vistos, há 15 anos, os que agora gritam de pavor viveram bem com isso. Ou mudaram muito ou não mudaram nada. Que é que acham?". Eu acho que a Fernanda não leu a entrevista do ex-delfim do dr. Cunhal, ao Expresso, até ao fim. Lá pelo meio ele explica que a sua escolha tem um "pressuposto ideológico". Talvez conviesse à jornalista, e não à "ideóloga", fazer o trabalho de casa.

A IDEÓLOGA


O dr. Afonso Costa continua a estar muito bem representado na "opinião que se publica". Desta vez, a sua dileta descendente ideológica (a diferença é que, no tempo do Costa, a senhora não tinha pura e simplesmente direito a emitir opinião porque essa coisa da "ética republicana" é muito "machona") escreve esta preciosidade acerca do "tema" Pina Moura/TVI/ José Lemos (convém não esquecer este "segundo homem") :"... entregar um canal à Igreja foi só e apenas uma decisão ideológica, com o propósito absolutamente claro e confesso de criar um mecanismo de influência político-ideológica da sociedade. Pelos vistos, há 15 anos, os que agora gritam de pavor viveram bem com isso. Ou mudaram muito ou não mudaram nada. Que é que acham?". Eu acho que a Fernanda não leu a entrevista do ex-delfim do dr. Cunhal, ao Expresso, até ao fim. Lá pelo meio ele explica que a sua escolha tem um "pressuposto ideológico". Talvez conviesse à jornalista, e não à "ideóloga", fazer o trabalho de casa.

5.2.07

LIBERDADE, DISSE ELE


Já disse e repito. Gosto pessoalmente do Pedro Santana Lopes. Não o vi na D. Elisa porque estive a celebrar os cinquenta anos do meu querido amigo Carlos Câmara Leme. Todavia, confio nas palavras do João Távora. Santana Lopes confundiu certamente a 1ª República com qualquer coisa parecida com uma democracia. Acontece que esses miseráveis dezasseis anos de "liberdade" a que PSL aludiu, corresponderam a uma ditadurazinha pequeno-burguesa, orientada a partir de Lisboa por um bando de verdadeiros terroristas que, uns na sua santa inocência, outros na sua gravidade totalitária, imaginaram poder tomar conta do país e, uma vez mais, "reformá-lo". Havia gente boa no meio da horda? Naturalmente. Só que os "pais" daquela República - com António José de Almeida e Afonso Costa à cabeça - nunca pretenderam verdadeiramente mudar nada de fundamental. Nem podiam. O país deles consistia em uma ou duas ruas principais de Lisboa e na intriga permanente o que, na devida altura, os perdeu para o homem que deu ao país o sossego que ele lhe pedia. Viveram pelo ódio e no desprezo intelectual pelo "povo" que nunca compreenderam, apesar de reclamarem o poder em seu nome. Leia umas coisinhas, PSL. Mal nunca faz.

LIBERDADE, DISSE ELE


Já disse e repito. Gosto pessoalmente do Pedro Santana Lopes. Não o vi na D. Elisa porque estive a celebrar os cinquenta anos do meu querido amigo Carlos Câmara Leme. Todavia, confio nas palavras do João Távora. Santana Lopes confundiu certamente a 1ª República com qualquer coisa parecida com uma democracia. Acontece que esses miseráveis dezasseis anos de "liberdade" a que PSL aludiu, corresponderam a uma ditadurazinha pequeno-burguesa, orientada a partir de Lisboa por um bando de verdadeiros terroristas que, uns na sua santa inocência, outros na sua gravidade totalitária, imaginaram poder tomar conta do país e, uma vez mais, "reformá-lo". Havia gente boa no meio da horda? Naturalmente. Só que os "pais" daquela República - com António José de Almeida e Afonso Costa à cabeça - nunca pretenderam verdadeiramente mudar nada de fundamental. Nem podiam. O país deles consistia em uma ou duas ruas principais de Lisboa e na intriga permanente o que, na devida altura, os perdeu para o homem que deu ao país o sossego que ele lhe pedia. Viveram pelo ódio e no desprezo intelectual pelo "povo" que nunca compreenderam, apesar de reclamarem o poder em seu nome. Leia umas coisinhas, PSL. Mal nunca faz.