
Se fosse vivo, Alexandre O'Neill teria completado ontem noventa anos. O trabalho das palavras na nossa língua, livre de abortos ortográficos ilegais, era a "missão" de O 'Neill - o poeta, o cronista, o publicitário. Alguma da grande poesia do século XX pertence-lhe tal como lhe "pertenceremos" sempre enquanto "dor mansa e vegetal" de que apenas a morte porventura o "libertou".
«Não gostava nada que me caíssem em cima, nem que dissessem nada sobre mim. Epitáfio… eu até tinha um:
Aqui jaz Alexandre O’Neill
Um Homem que dormiu
muito pouco
Bem merecia isto»
1 comentário:
O "Adeus Português" teria sido suficiente para imortaliza-lo.
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