
O delegado do dr. Passos no Funchal, Miguel Albuquerque, é o novo presidente do PSD Madeira. Os moralistas de serviço - são sempre os mesmos independentemente do assunto, das circunstâncias ou das pessoas - viram nesta vitória a "libertação" da Região Autónoma das "garras" de Jardim. Isto como se Jardim não tivesse sido eleito ou como se Albuquerque não andasse no partido desde que usava bibe. Perfez, aliás, três mandatos como presidente da Câmara do Funchal e só saiu por causa das limitações legais. Talvez agora Passos possa ir oficialmente à Madeira mesmo sem saber se Albuquerque tem arcabouço para, pelo menos, ganhar as próximas eleições regionais. Ao contrário dos Açores, por onde andou de ilha em ilha alegremente de braço dado com o sr. Cordeiro, Passos parece ter feito questão em ignorar politicamente a Madeira. Marcou e desmarcou cimeiras entre o governo e o executivo regional, furtou-se a encontros com o presidente do governo regional, apareceu noutros que sabia perfeitamente serem promovidos por adversários de Jardim e, quase a culminar o ano, soprou à comissão política nacional do PSD que os deputados escolhidos pela Região Autónoma deviam ser expulsos do partido por terem votado contra a treta do orçamento de 2015. Em Maio de 2013 acompanhei o então ministro da economia numa visita de trabalho à Madeira. Ficou aprazado um encontro com todos os secretários de Estado na tutela de Santos Pereira com o governo regional para finais de Julho. Nessa altura já o dr. Passos tinha removido Santos Pereira para o trocar pelo improvável Pires de Lima que faz as delícias do "meio". Jardim nunca fez o que só abona a favor dele. Como disse nesse momento, «os trabalhos de mais de três décadas de Alberto João Jardim em prol dos seus - que são os nossos, convém recordar -, mesmo com todos os incidentes de percurso, interessam-me mais do que a frivolidade política doméstica permanente». Estão todos muito contentinhos com a chegada à Madeira do pretty boy do dr. Passos. Oxalá não se arrependam.
2 comentários:
Quem conhece a Madeira até deve sentir arrepios ao ler este post a falar do sr Jardim.
Tanto a liberdade como o dinheiro enterrado em obras absolutamente megalómanas só acontecem porque temos uns mentecaptos como gestores dos bens públicos.
Sobre o novo líder só podemos ajuizar vendo o que foi dito quando a natureza pôs a nu os abortos urbanísticos. rapidamente pagos pelo impagável preso 44
Ler este comentário deu-me... volta ao estômago.
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