
A mini praga do natal concluiu-se ontem com uma "mensagem" do dito perpetrada pelo dr. Passos. Em três anos e meio de legislatura, deve ter sido um dos textos mais pobres e esdrúxulos que escreveram para o primeiro-ministro ler. Talvez coubesse num tempo de antena partidário (na realidade era disso que se tratava) mas encaixou mal numa comunicação oficial, a última realizada nesta época pseudo festiva. Até a imagem era horrível. Passos foi mandado sentar numa cadeira cujas costas eram maiores que as dele. Parecia um menino no barbeiro colocado em cima de estrado para "chegar" ao espelho. Sucede que Passos, como os meninos, gosta de se ver ao espelho. Desta vez as sinédoques passaram por "nuvens negras", "futuros abertos" e, imagine-se, "optimismo". Não tenho a certeza que os espectadores tivessem tirado as mesmas conclusões que ele tirou das suas figuras de retórica. O dr. Passos, apesar da conclusão "limpa" do PAEF ( o "verdadeiro" programa do governo a par com os impostos e a persistência no puxar do factor trabalho para baixo), perdeu-se nos desígnios (se é que alguma vez os teve) a meio do caminho. As "nuvens negras" ensombram-nos a todos mas sobretudo a ele que, como lembrava Vítor Gaspar, carrega o fardo da liderança e o dr. Portas. Não adianta ameaçar com o pode "deitar-se tudo a perder". Já deitou.
1 comentário:
Oxalá este "gajo" e seus "acólitos" sofram proporcionalmente à sua medida e com a bênção de "Jesus Cristo".
Enviar um comentário