23.3.10

PAPEL HIGIÉNICO

A pianista Canavilhas, que está ministra da cultura, "reactivou" uma coisa chamada "fundação centro cultural de Belém", aquela coisa para os lados dos Jerónimos a que preside o insigne e sistémico "escritor" Mega Ferreira. Da direcção dessa "fundação" fazem parte, entre outros, as "escritoras" (sic) Lídia Jorge e Clara Ferreira Alves. Se já era discutível que Lídia Jorge fosse escritora, que dizer de Ferreira Alves, animadora televisiva de sucesso e conhecida engraçadista profissional? Realmente a "literatura portuguesa" serve para tudo. Até para papel higiénico.

PAPEL HIGIÉNICO

A pianista Canavilhas, que está ministra da cultura, "reactivou" uma coisa chamada "fundação centro cultural de Belém", aquela coisa para os lados dos Jerónimos a que preside o insigne e sistémico "escritor" Mega Ferreira. Da direcção dessa "fundação" fazem parte, entre outros, as "escritoras" (sic) Lídia Jorge e Clara Ferreira Alves. Se já era discutível que Lídia Jorge fosse escritora, que dizer de Ferreira Alves, animadora televisiva de sucesso e conhecida engraçadista profissional? Realmente a "literatura portuguesa" serve para tudo. Até para papel higiénico.

ENCARDIDOS


Os traquinas que pilotam as aeronaves portuguesas, propriedade de uma empresa encardida que devia fechar mas que funciona como manjedoura, queriam parar porque ganham pouco. Ou porque não se previam actualizações. Essa rapaziada, que vulgarmente é vaidosa como se essa profissão não fosse uma fantasia e vivêssemos num passado tecnológico que fizesse deles verdadeiros astronautas, devia andar caladinha e envergonhar-se.

ENCARDIDOS


Os traquinas que pilotam as aeronaves portuguesas, propriedade de uma empresa encardida que devia fechar mas que funciona como manjedoura, queriam parar porque ganham pouco. Ou porque não se previam actualizações. Essa rapaziada, que vulgarmente é vaidosa como se essa profissão não fosse uma fantasia e vivêssemos num passado tecnológico que fizesse deles verdadeiros astronautas, devia andar caladinha e envergonhar-se.

JOGOS FLORAIS


Os postinhos de Pacheco Pereira dedicados ao PSD revelam apenas uma coisa. Que algum PSD tenciona continuar a presentear Sócrates com jogos florais depois da eleição do novo presidente. Um partido não devia ser um programa de comentarismo televisivo. Mas parece que é isso que se pretende que o PSD continue a ser depois de dia 26. Ou Pacheco acha que angaria um voto para Rangel - ou comove o país - com aquelas conversetas dignas de "cartas ao leitor" da Maria? Parabéns à prima.

JOGOS FLORAIS


Os postinhos de Pacheco Pereira dedicados ao PSD revelam apenas uma coisa. Que algum PSD tenciona continuar a presentear Sócrates com jogos florais depois da eleição do novo presidente. Um partido não devia ser um programa de comentarismo televisivo. Mas parece que é isso que se pretende que o PSD continue a ser depois de dia 26. Ou Pacheco acha que angaria um voto para Rangel - ou comove o país - com aquelas conversetas dignas de "cartas ao leitor" da Maria? Parabéns à prima.

OS PAPAGAIOS NÃO COMENTAM ESTAS COISAS

«I. Na sua última edição, o Expresso noticiou o seguinte: o governo está a pensar em demitir Manuel Maria Carrilho do cargo de embaixador de Portugal na UNESCO. Isto porque Carrilho - contrariando as indicações deste governo - recusou votar em Farouk Hosni para o cargo de director-geral da UNESCO.

II. Vamos por partes. Manuel Maria Carrilho fez muito bem em recusar apoiar Farouk Hosni. Ou seja, fez muito bem em recusar seguir as indicações do governo. Porque Hosni é um conhecido anti-semita. É uma vergonha para a ONU ter um homem como Hosni à frente da UNESCO. É uma vergonha para Portugal ter um governo que apoia a nomeação de Hosni . E é um orgulho para Portugal ter alguém como Carrilho a criticar - nem que seja de forma passiva - a nomeação de Hosni.

III. É, no mínimo, vergonhoso que o governo de Portugal demita Manuel Maria Carrilho por causa disto. Os negócios com a Líbia e demais Estados anti-semitas não permitem tudo, meus caros José Sócrates e Luís Amado. Há limites. Uma coisa é fazer negócios com ditaduras. Uma coisa que toda a gente faz. Outra coisa, bem diferente, é esta bajulação torpe das posições anti-semitas da malta com quem Vossas Excelências fazem negócios. Se Manuel Maria Carrilho for demitido, muita coisa terá de ser explicaJustificar completamenteda. Portugal, meus caros, não pode apoiar, activa ou passivamente, pessoas ou Estados anti-semitas.

IV. Para terminar, não se percebem estas viagens de negócios feitas por Amado e Sócrates (Venezuela, Líbia, etc.). Uma democracia não corteja assim regimes ditatoriais. Os negócios devem ficar com os empresários, e não com os políticos. Lá fora, tal como cá dentro, José Sócrates prossegue na sua política de promiscuidade entre política e negócios.»

Henrique Raposo


Adenda: Nestas coisas como noutras - e há dias recordei que o "problema" Os Maias, de Eça, não era tanto o feito como o saber-se do feito - o que deverá verdadeiramente ter irritado o admirável líder (e o seu acólito nas Necessidades) foi justamente ter-se sabido. Assim como assim, Portugla não acabou a votar como ele quis?

OS PAPAGAIOS NÃO COMENTAM ESTAS COISAS

«I. Na sua última edição, o Expresso noticiou o seguinte: o governo está a pensar em demitir Manuel Maria Carrilho do cargo de embaixador de Portugal na UNESCO. Isto porque Carrilho - contrariando as indicações deste governo - recusou votar em Farouk Hosni para o cargo de director-geral da UNESCO.

II. Vamos por partes. Manuel Maria Carrilho fez muito bem em recusar apoiar Farouk Hosni. Ou seja, fez muito bem em recusar seguir as indicações do governo. Porque Hosni é um conhecido anti-semita. É uma vergonha para a ONU ter um homem como Hosni à frente da UNESCO. É uma vergonha para Portugal ter um governo que apoia a nomeação de Hosni . E é um orgulho para Portugal ter alguém como Carrilho a criticar - nem que seja de forma passiva - a nomeação de Hosni.

III. É, no mínimo, vergonhoso que o governo de Portugal demita Manuel Maria Carrilho por causa disto. Os negócios com a Líbia e demais Estados anti-semitas não permitem tudo, meus caros José Sócrates e Luís Amado. Há limites. Uma coisa é fazer negócios com ditaduras. Uma coisa que toda a gente faz. Outra coisa, bem diferente, é esta bajulação torpe das posições anti-semitas da malta com quem Vossas Excelências fazem negócios. Se Manuel Maria Carrilho for demitido, muita coisa terá de ser explicaJustificar completamenteda. Portugal, meus caros, não pode apoiar, activa ou passivamente, pessoas ou Estados anti-semitas.

IV. Para terminar, não se percebem estas viagens de negócios feitas por Amado e Sócrates (Venezuela, Líbia, etc.). Uma democracia não corteja assim regimes ditatoriais. Os negócios devem ficar com os empresários, e não com os políticos. Lá fora, tal como cá dentro, José Sócrates prossegue na sua política de promiscuidade entre política e negócios.»

Henrique Raposo


Adenda: Nestas coisas como noutras - e há dias recordei que o "problema" Os Maias, de Eça, não era tanto o feito como o saber-se do feito - o que deverá verdadeiramente ter irritado o admirável líder (e o seu acólito nas Necessidades) foi justamente ter-se sabido. Assim como assim, Portugla não acabou a votar como ele quis?

22.3.10

CONTRA O RESPEITINHO


Visto o "debate" entre os três candidatos à presidência do PSD - o Tino de Barros não conta -, feito com um insuportável e pouco profissional ruído de fundo proporcionado pela RTP, ficam duas ou três observações. A primeira, é que Aguiar-Branco nem para presidente de junta de freguesia serve. É um horrível adepto do respeitinho, demasiado timorato para meu gosto. A segunda, que revela uma desilusão, é o respeitinho que o candidato da ruptura, Rangel, manifestou pelo conselheiro Pinto Monteiro como se o conselheiro Pinto Monteiro fosse a estátua do comendador. Por outro lado, não vejo que raio de "responsabilidade" justifica que o maior partido da oposição pareça ser responsável por consensos molengões e evasivos que não levam a lado algum. Finalmente, e como consequência disto tudo, dificilmente Passos Coelho deixará de ser eleito presidente do PSD. É a vida.

CONTRA O RESPEITINHO


Visto o "debate" entre os três candidatos à presidência do PSD - o Tino de Barros não conta -, feito com um insuportável e pouco profissional ruído de fundo proporcionado pela RTP, ficam duas ou três observações. A primeira, é que Aguiar-Branco nem para presidente de junta de freguesia serve. É um horrível adepto do respeitinho, demasiado timorato para meu gosto. A segunda, que revela uma desilusão, é o respeitinho que o candidato da ruptura, Rangel, manifestou pelo conselheiro Pinto Monteiro como se o conselheiro Pinto Monteiro fosse a estátua do comendador. Por outro lado, não vejo que raio de "responsabilidade" justifica que o maior partido da oposição pareça ser responsável por consensos molengões e evasivos que não levam a lado algum. Finalmente, e como consequência disto tudo, dificilmente Passos Coelho deixará de ser eleito presidente do PSD. É a vida.