O "empate técnico" geralmente vociferado pelas sondagens - com a excepção de uma de segunda-feira- interessa a quem? Talvez o Pedro Magalhães vá explicando isto (e as "descolagens", uma terminologia aeroportuária pouco adequada aos tempos difíceis que aí estão) melhor do que os galhofeiros do comentário político, sempre prontos a avançar com as suas doutas opiniões sem o disclaimer à frente. Mas, de uma forma geral, sabemos com quem eles estão. Carrilho, na tvi24, disse-o claramente (mas Carrilho é atípico como socialista que frequenta televisões porque é o único liberto da "síndrome Sócrates"). E, sobretudo, contra quem a tosca "isenção" deles está.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
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24.5.11
OS MISTÉRIOS DO "EMPATE TÉCNICO"
O "empate técnico" geralmente vociferado pelas sondagens - com a excepção de uma de segunda-feira- interessa a quem? Talvez o Pedro Magalhães vá explicando isto (e as "descolagens", uma terminologia aeroportuária pouco adequada aos tempos difíceis que aí estão) melhor do que os galhofeiros do comentário político, sempre prontos a avançar com as suas doutas opiniões sem o disclaimer à frente. Mas, de uma forma geral, sabemos com quem eles estão. Carrilho, na tvi24, disse-o claramente (mas Carrilho é atípico como socialista que frequenta televisões porque é o único liberto da "síndrome Sócrates"). E, sobretudo, contra quem a tosca "isenção" deles está.
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29.10.10
30.7.10
POBRES IDIOTAS
Um "barómetro" deixou em estado de esfuziante idiotia os idiotas do costume. Tudo porque Passos "baixou" em relação ao derradeiro "barómetro" e "Deus Nosso Senhor" Sócrates "subiu". Todavia, os mesmo idiotas - e valha isso o que valer, Passos segue à frente do outro - omitem o resto do "barómetro" na parte da "popularidade". «Na lista de popularidade, Cavaco Silva continua a ser o único com uma imagem positiva: 56,4 por cento dos portugueses avaliam de forma favorável o trabalho do Presidente da República», diz o "barómetro" que remete o subido Sócrates para «líder político mais impopular» onde «60 por cento dos portugueses têm uma opinião negativa sobre o líder do Governo, contra 26,5 por cento dos que têm uma ideia positiva.» Passos empata - «32,3 por cento dizem ter uma opinião positiva, enquanto que 32,2 por cento têm uma ideia negativa sobre o líder do PSD.» Pobres idiotas.
POBRES IDIOTAS
Um "barómetro" deixou em estado de esfuziante idiotia os idiotas do costume. Tudo porque Passos "baixou" em relação ao derradeiro "barómetro" e "Deus Nosso Senhor" Sócrates "subiu". Todavia, os mesmo idiotas - e valha isso o que valer, Passos segue à frente do outro - omitem o resto do "barómetro" na parte da "popularidade". «Na lista de popularidade, Cavaco Silva continua a ser o único com uma imagem positiva: 56,4 por cento dos portugueses avaliam de forma favorável o trabalho do Presidente da República», diz o "barómetro" que remete o subido Sócrates para «líder político mais impopular» onde «60 por cento dos portugueses têm uma opinião negativa sobre o líder do Governo, contra 26,5 por cento dos que têm uma ideia positiva.» Passos empata - «32,3 por cento dizem ter uma opinião positiva, enquanto que 32,2 por cento têm uma ideia negativa sobre o líder do PSD.» Pobres idiotas.
28.6.10
O CURSO INCESSANTE

O mais relevante desta sondagem, se bem percebi de manhã, na rádio, não é o PSD ultrapassar, em intenções de voto, o PS ou o PC aparecer em terceiro. Essa será a ordem natural das coisas, com o CDS sempre subestimado nas ditas sondagens. Interessante mesmo é a taxa de rejeição do governo - mais de setenta por cento (mau e muito mau). E a noção - 51% - de que dificilmente outros fariam melhor. Isto é uma raça complicada de governar, já dizia, nos anos sessenta do século passado, Jorge Dias. Depois há outro "estudo", do inefável ISCTE, em que a raça aparece preocupada com o pouco que ganha e com o pouco que pode fazer com isso para além de comprar arroz e batatas. Mesmo assim, dizem, a raça é moderadamente feliz. No inferno em que tudo se tornou, semi-felizes é sinal de imoderada idiotia colectiva. Nada de surpreendente num povo irresponsável pastoreado por ilusionistas profissionais. Já não saímos disto, deste curso incessante do pior.
O CURSO INCESSANTE

O mais relevante desta sondagem, se bem percebi de manhã, na rádio, não é o PSD ultrapassar, em intenções de voto, o PS ou o PC aparecer em terceiro. Essa será a ordem natural das coisas, com o CDS sempre subestimado nas ditas sondagens. Interessante mesmo é a taxa de rejeição do governo - mais de setenta por cento (mau e muito mau). E a noção - 51% - de que dificilmente outros fariam melhor. Isto é uma raça complicada de governar, já dizia, nos anos sessenta do século passado, Jorge Dias. Depois há outro "estudo", do inefável ISCTE, em que a raça aparece preocupada com o pouco que ganha e com o pouco que pode fazer com isso para além de comprar arroz e batatas. Mesmo assim, dizem, a raça é moderadamente feliz. No inferno em que tudo se tornou, semi-felizes é sinal de imoderada idiotia colectiva. Nada de surpreendente num povo irresponsável pastoreado por ilusionistas profissionais. Já não saímos disto, deste curso incessante do pior.
24.9.09
«WOW! WOW! WOW!»

Depois das "encomendas", as "descolagens" e os "disparos". Segundo "sondagens" - três - o PS "descolou" nas intenções de voto. Depois vêm os "especialistas" e percebe-se que os indecisos e tal... Bom. Estas "sondagens" servem sobretudo para balancear a relação do BE com os votos e, especialmente, a necessidade (patriótica) de "empurrar" o dr. Louçã para baixo. Uma delas, de um "estudo" para o outro, baixou em sete os pontos que dá ao Bloco. Nem todas as Alices do mundo conseguiriam "explicar" este país esquizofrénico e este misterioso jogo de espelhos. Porquê? Porque os livros de Carroll são para adultos. «Speak roughly to these little boys... - Wow! wow! wow!»
Adenda: Segundo Gabriel Silva: «@HenriquMonteiro no twitter: «Surpresa na Sondagem no Expresso: o Expresso amanhã não tem sondagem… Nem a SIC nem a RR.» Já sabia. Agora, quais Alices, adivinhem lá porquê...
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«WOW! WOW! WOW!»

Depois das "encomendas", as "descolagens" e os "disparos". Segundo "sondagens" - três - o PS "descolou" nas intenções de voto. Depois vêm os "especialistas" e percebe-se que os indecisos e tal... Bom. Estas "sondagens" servem sobretudo para balancear a relação do BE com os votos e, especialmente, a necessidade (patriótica) de "empurrar" o dr. Louçã para baixo. Uma delas, de um "estudo" para o outro, baixou em sete os pontos que dá ao Bloco. Nem todas as Alices do mundo conseguiriam "explicar" este país esquizofrénico e este misterioso jogo de espelhos. Porquê? Porque os livros de Carroll são para adultos. «Speak roughly to these little boys... - Wow! wow! wow!»
Adenda: Segundo Gabriel Silva: «@HenriquMonteiro no twitter: «Surpresa na Sondagem no Expresso: o Expresso amanhã não tem sondagem… Nem a SIC nem a RR.» Já sabia. Agora, quais Alices, adivinhem lá porquê...
Adenda: Segundo Gabriel Silva: «@HenriquMonteiro no twitter: «Surpresa na Sondagem no Expresso: o Expresso amanhã não tem sondagem… Nem a SIC nem a RR.» Já sabia. Agora, quais Alices, adivinhem lá porquê...
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23.9.09
THE QUESTION IS...

Recebi agora uma sms que reza assim: "sondagem amanhã marktest* dá 9 pontos de avanço ps - 40% títulos dão ps à beira da maioria.» Interpretem como se fossem palavras e não números porque, na "realidade", são palavras que são números. Como Humpty Dumpty. «When I use a word", Humpty Dumpty said, in rather a scornful tone, "it means just what I choose it to mean - neither more nor less." "The question is", said Alice, "whether you can make words mean so many different things." "The question is", said Humpty Dumpty, "which is to be master - that's all."
*respectivamente, 40, 31, 9,2 (Bloco), 8,6 (PP), 7,4 (PC)
*respectivamente, 40, 31, 9,2 (Bloco), 8,6 (PP), 7,4 (PC)
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Recebi agora uma sms que reza assim: "sondagem amanhã marktest* dá 9 pontos de avanço ps - 40% títulos dão ps à beira da maioria.» Interpretem como se fossem palavras e não números porque, na "realidade", são palavras que são números. Como Humpty Dumpty. «When I use a word", Humpty Dumpty said, in rather a scornful tone, "it means just what I choose it to mean - neither more nor less." "The question is", said Alice, "whether you can make words mean so many different things." "The question is", said Humpty Dumpty, "which is to be master - that's all."
*respectivamente, 40, 31, 9,2 (Bloco), 8,6 (PP), 7,4 (PC)
*respectivamente, 40, 31, 9,2 (Bloco), 8,6 (PP), 7,4 (PC)
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7.9.09
CANSAÇO "TÉCNICO"

Finalmente uma "sondagem" para as legislativas. Depois dos equívocos e das vergonhas nas europeias, a principal conclusão desta sondagem é não haver propriamente conclusão alguma. O PS segue à frente, é certo, mas, pelo sim pelo não, deixa-se aos "indecisos" a decisão final. E a "margem" (dos "indecisos") daria, também eloquentemente, um "empate técnico". O outro jornal que a publica vai mais longe e titula que os ditos "indecisos" até podem "virar" o resultado. Estamos, pois, como estávamos ontem. Sem maiorias absolutas, com este absolutismo socialista em vigor em risco de nem sequer ficar minoritário (em 2005 obteve 45%...), com o Bloco menos "terceiro" e o dr. Portas mais "terceiro", etc. etc. O que a coisa sobretudo mostra é cansaço disto. Quem mais chatear, mais perde.
CANSAÇO "TÉCNICO"

Finalmente uma "sondagem" para as legislativas. Depois dos equívocos e das vergonhas nas europeias, a principal conclusão desta sondagem é não haver propriamente conclusão alguma. O PS segue à frente, é certo, mas, pelo sim pelo não, deixa-se aos "indecisos" a decisão final. E a "margem" (dos "indecisos") daria, também eloquentemente, um "empate técnico". O outro jornal que a publica vai mais longe e titula que os ditos "indecisos" até podem "virar" o resultado. Estamos, pois, como estávamos ontem. Sem maiorias absolutas, com este absolutismo socialista em vigor em risco de nem sequer ficar minoritário (em 2005 obteve 45%...), com o Bloco menos "terceiro" e o dr. Portas mais "terceiro", etc. etc. O que a coisa sobretudo mostra é cansaço disto. Quem mais chatear, mais perde.
25.7.09
A ENTIDADE E O REGIME
Há dias foi divulgada num canal de televisão uma sondagem que dava António Costa cerca de nove pontos acima de Santana Lopes, em Lisboa. Hoje leio que «na manhã seguinte, [PSL pediu] a uma pessoa que trabalha [consigo] para ir logo à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, onde a Lei manda fazer o depósito prévio à divulgação pública de cada sondagem. Pediu para consultar e foi negado, com a resposta de que a ERC precisava de dois dias para analisar. Mas já fora divulgada na véspera, 45 minutos depois de entrar na ERC!... Como é isto possível?» É. E é como me elucidou um amigo por mail. «Não sei se reparou que a ERC agora recomenda à RTP que dê mais visibilidade ao PSD nos noticiários (vem no Público de hoje). (...). Agora, que se aproximam eleições e as sondagens não favorecem o partido do poder actual, já se preparam para formar uma nova maioria que agrade ao talvez próximo poder. Esta gente mete nojo.»
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A ENTIDADE E O REGIME
Há dias foi divulgada num canal de televisão uma sondagem que dava António Costa cerca de nove pontos acima de Santana Lopes, em Lisboa. Hoje leio que «na manhã seguinte, [PSL pediu] a uma pessoa que trabalha [consigo] para ir logo à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, onde a Lei manda fazer o depósito prévio à divulgação pública de cada sondagem. Pediu para consultar e foi negado, com a resposta de que a ERC precisava de dois dias para analisar. Mas já fora divulgada na véspera, 45 minutos depois de entrar na ERC!... Como é isto possível?» É. E é como me elucidou um amigo por mail. «Não sei se reparou que a ERC agora recomenda à RTP que dê mais visibilidade ao PSD nos noticiários (vem no Público de hoje). (...). Agora, que se aproximam eleições e as sondagens não favorecem o partido do poder actual, já se preparam para formar uma nova maioria que agrade ao talvez próximo poder. Esta gente mete nojo.»
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18.7.09
A TENTAÇÃO DE PORTAS
«Não é proibindo sondagens durante as campanhas eleitorais, como propôs infantil e perigosamente o CDS-PP, que se resolve o problema.»
Eduardo Cintra Torres, Público
Eduardo Cintra Torres, Público
A TENTAÇÃO DE PORTAS
«Não é proibindo sondagens durante as campanhas eleitorais, como propôs infantil e perigosamente o CDS-PP, que se resolve o problema.»
Eduardo Cintra Torres, Público
Eduardo Cintra Torres, Público
29.6.09
TENTAR PERCEBER

O Pedro Magalhães é dos raros politólogos que levo a sério. Primeiro, porque é a profissão dele. E tanto é que, lamentavelmente, escreve hoje o seu último artigo no Público para poder dedicar-se a um projecto de investigação sobre a qualidade da democracia. Em segundo lugar, porque, mais do que nos pretender conduzir ao seu moinho, o Pedro tenta perceber e procura explicar mesmo quando erra, como é próprio de quem caminha na floresta. Em certo sentido, o Pedro não tem agenda como têm os "politólogos" - na realidade gente de partido ou de facção e comentaristas de ocasião disfarçados de outra coisa - que diariamente invadem as redacções dos jornais e das televisões com o seu insuportável "achismo". «A verdade é que não há quase dia em que abra o jornal ou ligue a televisão sem encontrar politólogos, apresentados com tais, a pronunciarem-se sobre as últimas declarações do político x, as consequências da decisão y ou aquilo que irá acontecer se z. Por vezes, talvez mais do que, em retrospectiva, teria sido desejável, um deles era eu. Em parte, é compreensível. Com redacções encolhidas e a multiplicação dos estagiários, escrever um artigo "de fundo" com a ajuda de quatro telefonemas deve ser uma tentação irresistível. A busca da "imparcialidade" e da "objectividade" leva à procura de fontes que possam ser apresentadas como dispondo desses atributos. A pressão da actualidade faz com que aquilo que interessa aos jornalistas seja "prever" um evento concreto ou as suas consequências, matéria para a qual, sabemos de inúmeras situações passadas, os cientistas sociais não se encontram necessariamente mais capacitados que outra pessoa qualquer. E resistir as estas solicitações é igualmente difícil, na medida em pode parecer uma assunção de irrelevância daquilo que fazemos para os debates que interessam. Mas pergunto-me se não valerá a pena tentar resistir mais um bocadinho. O nosso "negócio" é simples: descrever o mundo político o melhor possível e procurar explicações plausíveis para que ele seja como é. Só isso já é bastante. Para pundits, creio, já bastam os que existem.» Volte sempre, Pedro.
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TENTAR PERCEBER

O Pedro Magalhães é dos raros politólogos que levo a sério. Primeiro, porque é a profissão dele. E tanto é que, lamentavelmente, escreve hoje o seu último artigo no Público para poder dedicar-se a um projecto de investigação sobre a qualidade da democracia. Em segundo lugar, porque, mais do que nos pretender conduzir ao seu moinho, o Pedro tenta perceber e procura explicar mesmo quando erra, como é próprio de quem caminha na floresta. Em certo sentido, o Pedro não tem agenda como têm os "politólogos" - na realidade gente de partido ou de facção e comentaristas de ocasião disfarçados de outra coisa - que diariamente invadem as redacções dos jornais e das televisões com o seu insuportável "achismo". «A verdade é que não há quase dia em que abra o jornal ou ligue a televisão sem encontrar politólogos, apresentados com tais, a pronunciarem-se sobre as últimas declarações do político x, as consequências da decisão y ou aquilo que irá acontecer se z. Por vezes, talvez mais do que, em retrospectiva, teria sido desejável, um deles era eu. Em parte, é compreensível. Com redacções encolhidas e a multiplicação dos estagiários, escrever um artigo "de fundo" com a ajuda de quatro telefonemas deve ser uma tentação irresistível. A busca da "imparcialidade" e da "objectividade" leva à procura de fontes que possam ser apresentadas como dispondo desses atributos. A pressão da actualidade faz com que aquilo que interessa aos jornalistas seja "prever" um evento concreto ou as suas consequências, matéria para a qual, sabemos de inúmeras situações passadas, os cientistas sociais não se encontram necessariamente mais capacitados que outra pessoa qualquer. E resistir as estas solicitações é igualmente difícil, na medida em pode parecer uma assunção de irrelevância daquilo que fazemos para os debates que interessam. Mas pergunto-me se não valerá a pena tentar resistir mais um bocadinho. O nosso "negócio" é simples: descrever o mundo político o melhor possível e procurar explicações plausíveis para que ele seja como é. Só isso já é bastante. Para pundits, creio, já bastam os que existem.» Volte sempre, Pedro.
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