Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Coelho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Coelho. Mostrar todas as mensagens

16.7.09

DO INTERESSE PÚBLICO

O Tribunal de Contas declarou "ruinoso" para o Estado - ou seja, para os contribuintes - o famoso "alargamento" (espaço e contrato prorrogado por vinte e sete anos para o "terminal de Alcântara") a favor de uma empresa do "universo" Mota-Engil do engenhoso dr. Jorge Coelho. Concordo com Miguel Sousa Tavares, o comentador político. Se se partir do princípio que o Tribunal de Contas, na pessoa do seu presidente, não é um mero "verbo de encher", o admirável 1º ministro devia demitir imediatamente o simpático eng. º Lino e a sua dupla de secretários de Estado, Campos júnior e a ambiciosa Ana Paula Vitorino. Não estão manifestamente à altura do interesse público que deviam representar.

DO INTERESSE PÚBLICO

O Tribunal de Contas declarou "ruinoso" para o Estado - ou seja, para os contribuintes - o famoso "alargamento" (espaço e contrato prorrogado por vinte e sete anos para o "terminal de Alcântara") a favor de uma empresa do "universo" Mota-Engil do engenhoso dr. Jorge Coelho. Concordo com Miguel Sousa Tavares, o comentador político. Se se partir do princípio que o Tribunal de Contas, na pessoa do seu presidente, não é um mero "verbo de encher", o admirável 1º ministro devia demitir imediatamente o simpático eng. º Lino e a sua dupla de secretários de Estado, Campos júnior e a ambiciosa Ana Paula Vitorino. Não estão manifestamente à altura do interesse público que deviam representar.

13.4.08

COELHO OU AS FRUSTRAÇÕES DA PÁTRIA


«Sacrificar Jorge Coelho às frustrações da Pátria não resolve nada. O peso do Estado e a dependência da economia não se curam com demagogia ou com a farsa "ética" que certos pregadores gostam tanto de representar», assim se conclui a crónica de Vasco Pulido Valente no Público de domingo. É verdade. Jorge Coelho é um filho das "frustrações da Pátria". Como ele, há mais mil do mesmo ou de outros partidos. O que VPV não vê, de certeza, é outros filhos das "frustrações da Pátria", com cursos superiores - até mestrados - ou com cursos "médios" de carácter técnico, a quem nunca passou pela cabeça "servir" a Pátria nos partidos e em tudo o que uma razoável militância apascentada pela gente "certa" propicia, ocuparem, por mérito exclusivamente seu, lugares a que, em abstracto, teriam direito. Também nunca passou pela cabeça aos "sacrificados" da vida partidária concorrerem, por exemplo, às categorias de ingresso - as mais "baixas" - no Estado, no tempo em que havia concursos de ingresso. Os raros que "abriram" para uma ou duas vagas foram, entretanto, preenchidos pelos milhares daqueles filhos das "frustrações da Pátria" que não optaram por um currículo na secção 1, 2 ou 3 do partido. Nem tão pouco ocorreu a estes últimos apresentar currículos a empresas privadas para o exercício de funções "intermédias" adequadas às respectivas formações científicas, quando elas existam. Não. A simples passagem pelo altar salvífico do governo confere imediatamente um "direito" - e , até, o dever - de prosseguir a nobre tarefa sacrificial num posto elevado de gestão ou, mais eufemisticamente, de "consultadoria" numa daquelas dezenas de empresas que fingem integrar uma sociedade "civil" que só existe se o Estado (e os partidos que mandam nele) consentir. Por acaso Coelho até fez alguma coisa fora da política, mas não foi certamente esse breve currículo profissional (STAPE, Carris) que justificou a presente opção e este mais do que justo "sacrifício". As empresas precisam das pessoas certas que as "apresentem" às pessoas certas para sobreviverem. É esta a medida do "sacrifício" de Jorge Coelho em nome das imemoriais "frustrações da Pátria". Bem haja.

COELHO OU AS FRUSTRAÇÕES DA PÁTRIA


«Sacrificar Jorge Coelho às frustrações da Pátria não resolve nada. O peso do Estado e a dependência da economia não se curam com demagogia ou com a farsa "ética" que certos pregadores gostam tanto de representar», assim se conclui a crónica de Vasco Pulido Valente no Público de domingo. É verdade. Jorge Coelho é um filho das "frustrações da Pátria". Como ele, há mais mil do mesmo ou de outros partidos. O que VPV não vê, de certeza, é outros filhos das "frustrações da Pátria", com cursos superiores - até mestrados - ou com cursos "médios" de carácter técnico, a quem nunca passou pela cabeça "servir" a Pátria nos partidos e em tudo o que uma razoável militância apascentada pela gente "certa" propicia, ocuparem, por mérito exclusivamente seu, lugares a que, em abstracto, teriam direito. Também nunca passou pela cabeça aos "sacrificados" da vida partidária concorrerem, por exemplo, às categorias de ingresso - as mais "baixas" - no Estado, no tempo em que havia concursos de ingresso. Os raros que "abriram" para uma ou duas vagas foram, entretanto, preenchidos pelos milhares daqueles filhos das "frustrações da Pátria" que não optaram por um currículo na secção 1, 2 ou 3 do partido. Nem tão pouco ocorreu a estes últimos apresentar currículos a empresas privadas para o exercício de funções "intermédias" adequadas às respectivas formações científicas, quando elas existam. Não. A simples passagem pelo altar salvífico do governo confere imediatamente um "direito" - e , até, o dever - de prosseguir a nobre tarefa sacrificial num posto elevado de gestão ou, mais eufemisticamente, de "consultadoria" numa daquelas dezenas de empresas que fingem integrar uma sociedade "civil" que só existe se o Estado (e os partidos que mandam nele) consentir. Por acaso Coelho até fez alguma coisa fora da política, mas não foi certamente esse breve currículo profissional (STAPE, Carris) que justificou a presente opção e este mais do que justo "sacrifício". As empresas precisam das pessoas certas que as "apresentem" às pessoas certas para sobreviverem. É esta a medida do "sacrifício" de Jorge Coelho em nome das imemoriais "frustrações da Pátria". Bem haja.

9.4.08

A QUADRATURA RIBEIRINHA DO CÍRCULO

Com as habituais encenações e mútuas reverências, os comentadores do programa "Quadratura do Círculo" despedem-se do "colega" Jorge Coelho. Entra, para o seu lugar, António Costa que, finalmente, vai ter uma ocupação nem que seja só uma vez por semana. É que, como presidente da CML, não se dá por ele. Dá-se mais, por exemplo, pelo dr. Júdice. Quanto a Coelho, só desejo que não lhe passem a chamar (mais uma) "referência moral" do regime.

A QUADRATURA RIBEIRINHA DO CÍRCULO

Com as habituais encenações e mútuas reverências, os comentadores do programa "Quadratura do Círculo" despedem-se do "colega" Jorge Coelho. Entra, para o seu lugar, António Costa que, finalmente, vai ter uma ocupação nem que seja só uma vez por semana. É que, como presidente da CML, não se dá por ele. Dá-se mais, por exemplo, pelo dr. Júdice. Quanto a Coelho, só desejo que não lhe passem a chamar (mais uma) "referência moral" do regime.

2.4.08

NADA MAIS

Parece que o dr. Jorge Coelho, antiga glória fulminante do PS, vai presidir aos destinos de uma construtora civil. O comentário mais ingénuo que se tem ouvido sobre isto é que ele "vai deixar a política". Acontece que, nestes trinta e tal anos de democracia, a política, os partidos e o betão são, em geral, feitos da mesma argamassa. Tal como a guerra representa a continuação da política por outros meios, também a construção civil prossegue idêntica finalidade meritória neste regime. Ou seja, Jorge Coelho vai apenas mudar de cadeira. Nada mais.

NADA MAIS

Parece que o dr. Jorge Coelho, antiga glória fulminante do PS, vai presidir aos destinos de uma construtora civil. O comentário mais ingénuo que se tem ouvido sobre isto é que ele "vai deixar a política". Acontece que, nestes trinta e tal anos de democracia, a política, os partidos e o betão são, em geral, feitos da mesma argamassa. Tal como a guerra representa a continuação da política por outros meios, também a construção civil prossegue idêntica finalidade meritória neste regime. Ou seja, Jorge Coelho vai apenas mudar de cadeira. Nada mais.