
«O que se passa em Portugal desde a noite eleitoral de 4 de Outubro passado é, neste sentido, tão evidente que todos os comentários se tornam supérfluos e dispensáveis. E a evidência é só uma: o socialismo democrático (ou, se quisermos, a social-democracia europeia, mas o mesmo se pode dizer do socialismo “tout court”) é hoje apenas o nome de uma marca sem um conteúdo identificável, o retrato de uma posição sem estratégia, a confissão de uma ambição sem convicções. O canibalismo político tem por isso, aqui, um dos seus pastos de eleição, como os próximos tempos não deixarão de confirmar.»
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