25.10.15

O cisne negro


 


Noto, com alguma perplexidade, que Pacheco Pereira não tem parado na sua cruzada pela "frente popular". Nos jornais, nas revistas, na rádio ou nas televisões tem-se vindo a revelar dos mais ensebados adeptos da alegada "justiça poética" que a aritmética parlamentar aparentemente ditou. Lá vai disfarçando com umas tiradas sobre a "legitimidade" de Passos mas não passa daí. Marcelo, apesar da manifesta beatitude e equanimidade perante a escalada absurda em curso, também não escapa. Sem se rir, porque é limitado em matéria de sentido de humor, acusa-o de ser pouco "ético". E a Cavaco, por sinal o único que não desertou, já lhe apontou o dedinho inquisidor da "instabilidade". Pacheco andava há muito a pregar que era preciso "fúria". Pois bem. Ele espalha a dele com a ventoinha permanentemente ligada. Tem de conceder o direito aos outros de lhe atirarem à cara a sua.

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