27.10.15

Crónica do tempo que passa


 


Está formado um governo patriótico em resultado das eleições legislativas. Todos o são, claro, mas pelas circunstâncias este é-o famosamente.


Se há altura para Passos recuperar o Ministério da Cultura é esta (escrito no domingo)


Se dúvidas houvesse quanto ao que vem a novíssima "arca da aliança" parlamentar é só atentar no que disseram os representantes de tão ilustre saco de gatos no programa da Fátima Campos Ferreira. Sobretudo os do Bloco, os mais recentes "donos disto tudo".


Dizem-me do Bloco, mas sobretudo do PC, que não há como não existir acordo com o PS: Costa, para espanto das criaturas, aceita tudo. E, acrescento eu, o outro PS (o dos bananas e do Assis preguiçoso) também.


A não-esquerda, para não lhe chamar direita como a esquerda gosta, está frouxa, timorata, complacente, ambígua e acívica perante o assalto da nova "arca da aliança" pós-eleitoral. Até as presidenciais andam a toque de caixa desta mistificação não tarda muito "consensual". Aliás, pergunto-me se a não-esquerda, ou a direita como preferem os filisteus, terá algum candidato que não tenha vergonha em se assumir dela.


Marcelo revê-se na presidência Sampaio. Tal como, suponho, mais dois ou três candidatos.Tanto que lhe copia o slogan da primeira campanha: "todos por um" e "um por todos". Convinha, porém, tal como fez em relação ao incumbente pela negativa, esclarecer que partes da presidência Sampaio o encantaram. Digamos que é um conselho amigo.

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