23.1.08

AS BENEVOLENTES - 2

«Hoje em dia, é nos crentes que certos princípios fundamentais para a nossa liberdade encontram a voz mais desassombrada. Por exemplo, a ideia da dignidade e da autonomia da pessoa como limite para experiências políticas e sociais. Numa cultura intoxicada pela hubris da ciência e das ideologias modernas, certas religiões conservaram, melhor do que outros sistemas, a consciência e o escrúpulo dos limites. O mesmo se poderia dizer da questão da verdade, que a ciência pós-moderna negou, sem se importar de reduzir o debate intelectual ao choque animalesco de subjectividades. Não, não é preciso fé para perceber que das religiões reveladas (e doutras tradições de iniciação espiritual) depende largamente a infra-estrutura de convicções e sentimentos que sustenta a nossa vida. O seu silenciamento no espaço público não seria um ganho, mas uma perda. No dia em que não pudermos ouvir Bento XVI, seremos
mais obscurantistas e menos livres. Obrigado aos "sábios" de Roma por nos terem dado ocasião para lembrar isto.»



Rui Ramos, in Público

AS BENEVOLENTES - 2

«Hoje em dia, é nos crentes que certos princípios fundamentais para a nossa liberdade encontram a voz mais desassombrada. Por exemplo, a ideia da dignidade e da autonomia da pessoa como limite para experiências políticas e sociais. Numa cultura intoxicada pela hubris da ciência e das ideologias modernas, certas religiões conservaram, melhor do que outros sistemas, a consciência e o escrúpulo dos limites. O mesmo se poderia dizer da questão da verdade, que a ciência pós-moderna negou, sem se importar de reduzir o debate intelectual ao choque animalesco de subjectividades. Não, não é preciso fé para perceber que das religiões reveladas (e doutras tradições de iniciação espiritual) depende largamente a infra-estrutura de convicções e sentimentos que sustenta a nossa vida. O seu silenciamento no espaço público não seria um ganho, mas uma perda. No dia em que não pudermos ouvir Bento XVI, seremos
mais obscurantistas e menos livres. Obrigado aos "sábios" de Roma por nos terem dado ocasião para lembrar isto.»



Rui Ramos, in Público

22.1.08

HEATH LEDGER (1979-2008)


Aos mortais nada é dado de graça.

HEATH LEDGER (1979-2008)


Aos mortais nada é dado de graça.

DOIS ANOS COM CAVACO


Mário Soares escreve agora no Diário de Notícias. No artigo desta semana começa por lamber as botas ao governo - mais exactamente a Sócrates e a Zapatero a propósito de uma cimeira "histórica" em Braga que só deve ser histórica na cabeça do dr. Soares - e acaba numa zurzidela mais oportuna na ASAE. Não vale, contudo, o link. Há dois anos o dr. Soares foi impiedosamente derrotado nas urnas por Cavaco Silva, primeiro, e por Manuel Alegre, depois. Parece que Soares e Sócrates se dão muito bem o que, na linguagem em vigor no PS, significa que Sócrates o tem controlado. E isso, paradoxalmente, dá jeito a Soares para se manter à tona e escrever inocuidades no DN. No meio destes salamaleques entre "camaradas", Cavaco é o Chefe do Estado. All in all, um bom Presidente. Um homem equilibrado, preparado, sem a ambição de escrever a "sua" história, seguramente o melhor conselheiro que Sócrates podia arranjar. Cavaco "corrige" o pior de Sócrates, sendo certo que o mau dele já é suficientemente mau. No dia em que esse pior se sobrepuser sobre tudo o mais, Cavaco será inevitavelmente "outro" Presidente. Tão bom ou melhor do que tem sido até hoje e "aliviado" da "socratite" aguda do primeiro mandato.

DOIS ANOS COM CAVACO


Mário Soares escreve agora no Diário de Notícias. No artigo desta semana começa por lamber as botas ao governo - mais exactamente a Sócrates e a Zapatero a propósito de uma cimeira "histórica" em Braga que só deve ser histórica na cabeça do dr. Soares - e acaba numa zurzidela mais oportuna na ASAE. Não vale, contudo, o link. Há dois anos o dr. Soares foi impiedosamente derrotado nas urnas por Cavaco Silva, primeiro, e por Manuel Alegre, depois. Parece que Soares e Sócrates se dão muito bem o que, na linguagem em vigor no PS, significa que Sócrates o tem controlado. E isso, paradoxalmente, dá jeito a Soares para se manter à tona e escrever inocuidades no DN. No meio destes salamaleques entre "camaradas", Cavaco é o Chefe do Estado. All in all, um bom Presidente. Um homem equilibrado, preparado, sem a ambição de escrever a "sua" história, seguramente o melhor conselheiro que Sócrates podia arranjar. Cavaco "corrige" o pior de Sócrates, sendo certo que o mau dele já é suficientemente mau. No dia em que esse pior se sobrepuser sobre tudo o mais, Cavaco será inevitavelmente "outro" Presidente. Tão bom ou melhor do que tem sido até hoje e "aliviado" da "socratite" aguda do primeiro mandato.

CAOS


«Tudo debaixo dos céus está num caos total, a situação é excelente», dizia o Grande Timoneiro. Qualquer dia já não chega andar a correr por aí, a exibir saúde.

CAOS


«Tudo debaixo dos céus está num caos total, a situação é excelente», dizia o Grande Timoneiro. Qualquer dia já não chega andar a correr por aí, a exibir saúde.

ESPAÇOS VITAIS - 3

Havia, na "corte" de Estaline, um famoso elemento que era conhecido entre os seus como o "cu de ferro". A designação devia-se aparentemente à sua extraordinária capacidade de trabalho. À secretária. O dr. George, da DGS, e salvo o devido respeito, faz de "cu de ferro" da brigada saudável. Basta atentar no extraordinário vocabulário legislativo - comunitário e nacional - que usa. Não há cu que aguente.

ESPAÇOS VITAIS - 3

Havia, na "corte" de Estaline, um famoso elemento que era conhecido entre os seus como o "cu de ferro". A designação devia-se aparentemente à sua extraordinária capacidade de trabalho. À secretária. O dr. George, da DGS, e salvo o devido respeito, faz de "cu de ferro" da brigada saudável. Basta atentar no extraordinário vocabulário legislativo - comunitário e nacional - que usa. Não há cu que aguente.