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5.8.10

OS "FALADOS"


Os "falados" no caso Freeport, como explicou na televisão o clone Silva Pereira, têm agora, coitados, de andar na comunicação social em contra-exercícios de hermenêutica por causa de um despacho da PGR que, afinal, também era do conhecimento do senhor conselheiro Pinto Monteiro que "nunca tinha visto coisa assim". Ora sabendo-se como o senhor conselheiro adora abrir inquéritos, por que é que nunca lhe pediram um ou se constituiram assistentes no processo principal? É que tanta recorrência dos "falados" obriga a que se fale deles. É o que se faz aqui. Ou aqui. E assim sucessivamente. Imagino que a maior parte dos que seguem esta telenovela tropical, o mais que que desejariam era nunca mais ter de ouvir falar dos "falados". Mas eles insistem em que se fale deles tal como no tubarão II, III, IV ou V o bicho adora aparecer para dar umas trincadelas. Tudo parece, aliás, que começou num cemitério. Mau prenúncio.

OS "FALADOS"


Os "falados" no caso Freeport, como explicou na televisão o clone Silva Pereira, têm agora, coitados, de andar na comunicação social em contra-exercícios de hermenêutica por causa de um despacho da PGR que, afinal, também era do conhecimento do senhor conselheiro Pinto Monteiro que "nunca tinha visto coisa assim". Ora sabendo-se como o senhor conselheiro adora abrir inquéritos, por que é que nunca lhe pediram um ou se constituiram assistentes no processo principal? É que tanta recorrência dos "falados" obriga a que se fale deles. É o que se faz aqui. Ou aqui. E assim sucessivamente. Imagino que a maior parte dos que seguem esta telenovela tropical, o mais que que desejariam era nunca mais ter de ouvir falar dos "falados". Mas eles insistem em que se fale deles tal como no tubarão II, III, IV ou V o bicho adora aparecer para dar umas trincadelas. Tudo parece, aliás, que começou num cemitério. Mau prenúncio.

26.7.10

UM PROGRESSO


O dossiê flamingo, mais conhecido por caso Freeport, tem dois "bibis". Sempre é um progresso.

UM PROGRESSO


O dossiê flamingo, mais conhecido por caso Freeport, tem dois "bibis". Sempre é um progresso.

12.7.10

AFINAL HAVIA OUTRO


Pelo menos "este" Pinóquio ele não é.

AFINAL HAVIA OUTRO


Pelo menos "este" Pinóquio ele não é.

23.12.09

A NATUREZA DAS COISAS

A natureza reagiu imediatamente aos "acordos" de Copenhaga. Um pouco por todo o mundo, gela-se, afoga-se ou arde-se consoante a latitude. Não vale a pena remar contra ela, a natureza das coisas. Por cá, não basta a desgraça como, a seguir a ela, surgem as aventesmas oficiais a proferir trivialidades burocráticas como se estivessem a despacho. Pobretanas de espírito.

A NATUREZA DAS COISAS

A natureza reagiu imediatamente aos "acordos" de Copenhaga. Um pouco por todo o mundo, gela-se, afoga-se ou arde-se consoante a latitude. Não vale a pena remar contra ela, a natureza das coisas. Por cá, não basta a desgraça como, a seguir a ela, surgem as aventesmas oficiais a proferir trivialidades burocráticas como se estivessem a despacho. Pobretanas de espírito.

18.12.09

O "ACORDO"

A parte cómica daquela assembleia de Copenhaga - para não dizer trágica - é os presentes não se darem conta do ridículo a que estão expostos. A coisa decorre como uma espécie de assembleia geral da nula ONU na qual, por resolução ou "acordo", a Terra fica mais fresquinha daqui a uns longos anos. Logo este diferimento interesseiro evidencia a tolice do propósito de "controlar" a Natureza. Se uma brecha se abrisse debaixo dos pés das eminências, motivada por um farto terramoto e os engolissse a todos, qual seria a "resolução" ou o "acordo" que os salvava?

O "ACORDO"

A parte cómica daquela assembleia de Copenhaga - para não dizer trágica - é os presentes não se darem conta do ridículo a que estão expostos. A coisa decorre como uma espécie de assembleia geral da nula ONU na qual, por resolução ou "acordo", a Terra fica mais fresquinha daqui a uns longos anos. Logo este diferimento interesseiro evidencia a tolice do propósito de "controlar" a Natureza. Se uma brecha se abrisse debaixo dos pés das eminências, motivada por um farto terramoto e os engolissse a todos, qual seria a "resolução" ou o "acordo" que os salvava?

20.10.09

A VIA INGLESA


Voltou, pela mão da TVI - o "escritor" Júlio Magalhães, esse sonho de "modelo" de director de informação de um qualquer canal de televisão mundial, sugeriu entretanto que o Jornal das Sextas poderá regressar «um dia destes...» - a via inglesa do dossiê flamingo. Porque há duas vias. E aparentemente só uma avança. Começar um pseudo novo ciclo político sob suspeita é mau porque o país está num estado irrecomendável para banda desenhada. Porém, quem fez a cama da "justiça portuguesa" que se deite nela.

A VIA INGLESA


Voltou, pela mão da TVI - o "escritor" Júlio Magalhães, esse sonho de "modelo" de director de informação de um qualquer canal de televisão mundial, sugeriu entretanto que o Jornal das Sextas poderá regressar «um dia destes...» - a via inglesa do dossiê flamingo. Porque há duas vias. E aparentemente só uma avança. Começar um pseudo novo ciclo político sob suspeita é mau porque o país está num estado irrecomendável para banda desenhada. Porém, quem fez a cama da "justiça portuguesa" que se deite nela.

28.8.09

OS IDIOTAS


Quando a conversa do "dossiê flamingo" começou não lhe augurei grande futuro. Nem jurídico, nem político. A um mês de eleições, é bom garantir que esse "futuro" não exista. Quem ler esta notícia - cheia de "fontes" que, de certeza, não vão preocupar um minuto aqueles que se "indignaram" com as ditas de Belém sobre as alegadas escutas - fica com a ideia de que os ingleses são uns badalhocos e uns toscos. E que, em Portugal, política é política e "técnicos" são "técnicos" que podem perfeitamente "enganar" os idiotas (sim, parece que é, afinal, o que eles são) dos políticos que assinam e aprovam qualquer coisa que lhe ponham à frente do focinho. Aliás, é por causa dos políticos e da política que a notícia sai. Os verdadeiros idiotas somos nós.


Adenda: No caso, a coisa pode ler-se como a revelação de que Sócrates, como ministro do ambiente, era, afinal, uma nulidade política. Toda a gente fazia o que queria nas suas costas ou mesmo à frente dele. O homem estava na Rua do Século apenas a ver passar comboios, directores-gerais, co-inceneradoras e outlets. Um simples ajudado por outro simples que é o dr. Silva Pereira. Ora isto abona um primeiro-ministro, mesmo quando ele é da Europa periférica? Um anjinho zen?

OS IDIOTAS


Quando a conversa do "dossiê flamingo" começou não lhe augurei grande futuro. Nem jurídico, nem político. A um mês de eleições, é bom garantir que esse "futuro" não exista. Quem ler esta notícia - cheia de "fontes" que, de certeza, não vão preocupar um minuto aqueles que se "indignaram" com as ditas de Belém sobre as alegadas escutas - fica com a ideia de que os ingleses são uns badalhocos e uns toscos. E que, em Portugal, política é política e "técnicos" são "técnicos" que podem perfeitamente "enganar" os idiotas (sim, parece que é, afinal, o que eles são) dos políticos que assinam e aprovam qualquer coisa que lhe ponham à frente do focinho. Aliás, é por causa dos políticos e da política que a notícia sai. Os verdadeiros idiotas somos nós.


Adenda: No caso, a coisa pode ler-se como a revelação de que Sócrates, como ministro do ambiente, era, afinal, uma nulidade política. Toda a gente fazia o que queria nas suas costas ou mesmo à frente dele. O homem estava na Rua do Século apenas a ver passar comboios, directores-gerais, co-inceneradoras e outlets. Um simples ajudado por outro simples que é o dr. Silva Pereira. Ora isto abona um primeiro-ministro, mesmo quando ele é da Europa periférica? Um anjinho zen?

26.6.09

DO DOSSIÊ FLAMINGO AO DOSSIÊ "ROQUE SANTEIRO"


«O Secretário de Estado de então, com competências delegadas, foi chamado como testemunha. Contudo, de acordo com o que se sabe e fazendo fé nas palavras do Primeiro Ministro, foi o próprio José Sócrates que, enquanto ministro e após telefonema do seu tio, participou na gestão deste processo. Por que é que ainda não terá sido ouvido como testemunha?» (Tiago Mota Saraiva, 5dias)

DO DOSSIÊ FLAMINGO AO DOSSIÊ "ROQUE SANTEIRO"


«O Secretário de Estado de então, com competências delegadas, foi chamado como testemunha. Contudo, de acordo com o que se sabe e fazendo fé nas palavras do Primeiro Ministro, foi o próprio José Sócrates que, enquanto ministro e após telefonema do seu tio, participou na gestão deste processo. Por que é que ainda não terá sido ouvido como testemunha?» (Tiago Mota Saraiva, 5dias)

6.5.09

VER


Via Carlos Enes, jornalista da TVI, este vídeo sobre a Cova da Beira a que não tinha assistido, um competente trabalho de Alexandra Borges. Faz-me lembrar uma expressão do único romance de jeito escrito por Clara Pinto Correia, "Adeus, Princesa": a perversão que se esconde debaixo dos malmequeres. Os malmequeres, aqui, deram lugar a lixeiras. Em sentido amplo.

VER


Via Carlos Enes, jornalista da TVI, este vídeo sobre a Cova da Beira a que não tinha assistido, um competente trabalho de Alexandra Borges. Faz-me lembrar uma expressão do único romance de jeito escrito por Clara Pinto Correia, "Adeus, Princesa": a perversão que se esconde debaixo dos malmequeres. Os malmequeres, aqui, deram lugar a lixeiras. Em sentido amplo.

22.4.09

UM POLÍTICO SUI GENERIS


«Independentemente de ter existido ou não corrupção no caso Freeport, que o cidadão comum ache que o processo de aprovação foi normal, eu até compreendo. Agora que o primeiro-ministro não vislumbre nada de anormal na forma como foi aprovado, já é caso mais grave. Demonstra uma forma de fazer política sui generis.»

Pedro Almeida Vieira, Estrago da Nação

UM POLÍTICO SUI GENERIS


«Independentemente de ter existido ou não corrupção no caso Freeport, que o cidadão comum ache que o processo de aprovação foi normal, eu até compreendo. Agora que o primeiro-ministro não vislumbre nada de anormal na forma como foi aprovado, já é caso mais grave. Demonstra uma forma de fazer política sui generis.»

Pedro Almeida Vieira, Estrago da Nação